O 'Salve Gravado' com o Funkero é a melhor entrevista de 2015

Mas a verdade é que a culpa disso é mais do Funkero mesmo, que é um dos artistas mais simpáticos do Brasil e tem os causos mais cabulosos.

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10 Dezembro 2015, 8:10pm


Reprodução do YouTube.

O ano vai chegando no fim e vai batendo aquela melancolia geral. Você começa a lembrar dos amigos que você perdeu, dos shows que você não foi, das séries que acabaram, dos filmes que você baixou e tão lá perdidos em alguma pasta na HD, naquele dia que você não respondeu aquele GIF de bom dia que sua mãe mandou no Whatsapp... Enfim, o coração fica mais sensível. E nesse clima, eu, nesta quinta (10), cliquei em um link na internet para assistir à entrevista que os JOVENS da página de hip hop/memes/zueras internéticas em geral Ol' Darth Bastard fizeram com a lenda do rap carioca Funkero. E, puta merda, na maior simplicidade honesta do mundo, uma câmera fixa, o Lucas Messias e o Funkero sentados ali pela Lapa (perto da Fundição Progresso), o papo de 1h é uma aula em muitos sentidos, mas o principal é o Funkero; ele é uma das figuras mais simpáticas da música brasileira, inteligentão, cheio de história incrível para contar e de um jeito único, sincero e bem estruturado, com a voz rouca de quem já zuou MUITO na vida. E é só lição, só golaço. Dá um alívio imenso ver alguém pensando e falando com verdadeira independência no rap nacional, que tem ficado cada vez mais refém da própria história. E outra: se de uma forma geral já é difícil ler uma boa entrevista de música no Brasil, imagina então quando o assunto é hip hop, tão maltrado pela imprensa nacional...

Eu quase chorei já nos primeiros dez minutos com o Funk contando um causo de quando ele foi preso pela primeira vez, ainda menor, e foi prestar serviço comunitário na Biblioteca Louis Braille do Instituto Benjamin Constant, que desde 1854 é um centro referência para educação e profissionalização de deficiente visuais.

Vou continuar assistindo. Você deveria separar uma horinha do seu já mal administrado tempo para ver também. E admito que no fundo tô com aquela inveja bosta de "caralho, queria eu ter feito essa entrevista". Mas acho que isso é culpa do saudades-de-algo-o-qual-nunca-vivi-ou-evitei-viver de fim de ano.

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