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Techno Sem Teto e a gentrificação em SP

A kafkaniana briga por espaço no centro da cidade colocou em lados opostos os coletivos de música eletrônica e as casas noturnas tradicionais.

por Amanda Cavalcanti
16 Junho 2017, 3:12pm

"Al-al-al-alvará/Al-al-al-alvará" era o principal grito de guerra proferido pelos presentes no ato realizado pela Mamba Negra no domingo, 28 de maio. Saindo da Avenida Francisco Matarazzo, na Barra Funda, o trio elétrico era equipado com decks de DJ e funcionou como continuação da comemoração de quatro anos do coletivo, com sets de Jerônimo Sodré, JO A O e MJP. "Saída de segurança e rota de escape segura. Saída de emergência, escadas largas e espaçosas. Você tem, Renato?", falava Laura Diaz, uma das duas cabeças da Mamba Negra, se referindo a Renato Ratier, dono da D.Edge, enquanto o trio descia a Avenida Auro Soares em direção ao clube.

A outra co-organizadora da festa, Carol Schutzer (ou Cashu), caminhava atrás do trio junto ao público, que incluía outros atores relevantes da noite de São Paulo: os fundadores da festa Carlos Capslock, L_cio e Tessuto; Pedro Zopelar, da ODD; e as produtoras Bad$ista e Amanda Mussi, respectivamente organizadoras das festas Bandida e Dûsk. Juntos a eles, algumas dezenas de frequentadores da Mamba endossavam o coro puxado por Laura e revezavam entre "fora Temer" e "fora Doria" — em alguns momentos, consegui ouvir também um "fora Ratier".

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