Drogas

A publicidade em torno da cocaína nos anos 1970

Antes de os EUA declararem guerra à substância, o pó era considerado o champanhe das drogas.

por Sara Kapkin; Traduzido por Carla Castellotti
20 Outubro 2017, 10:00am

Matéria publicada originalmente na VICE Colômbia .

Os anos 70 foram determinantes na história das drogas. Richard Nixon, então presidente dos EUA, declarou sua famosa guerra às drogas em 1971, ao dizer: "O inimigo número um dos Estados Unidos é o abuso de drogas. Para combater e derrotar este inimigo é necessário empreender uma nova ofensiva".

A partir daí começou uma luta direta da nação norte-americana em fornecer ajuda militar aos países produtores de drogas, como a Colômbia, por exemplo. No entanto, a guerra às drogas em seu início não combatia a cocaína. A maior preocupação era o LSD, a marijuana e a heroína. Isso é deixado claro nos documentos oficiais da Casa Branca. Um deles, de 1975, afirmava que a cocaína não era prioridade, porque "não tinha consequências sérias, como a criminalidade, a hospitalização, ou a morte".

Muito por conta disso, a cocaína que saía da Colômbia e atravessava o Caribe até os EUA Estados Unidos, se instalou nas ruas até invadir o país por completo.

Por incrível que pareça, o consumo incial de cocaína nos EUA não provocava grandes problemas. Era uma droga envolta num certo glamour. O ministro da saúde colombiano Alejandro Gaviria conta, em seu livro A lguien Tiene que Llevar la Contraria, que a cocaína era tida como o champanhe das drogas.

E como o seu consumo da droga podia ser visto como uma questão de status social, as agências publicitárias embarcaram numa onda criativa para promover o consumo da droga e vender todo tipo de parafernália que ajudasse a cheirar o pó.

Abaixo você pode sacar uma compilação de imagens da época que agora circulam pela Internet. Uma prova absoluta de que a cocaína nem sempre foi mal vista.

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