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A renda básica universal é o caminho para um sistema econômico totalmente novo

Teremos robôs.

por Jordan Pearson; Traduzido por Amanda Guizzo Zampieri
30 Junho 2017, 3:09pm

Ilustração da foto de Lisa Cumming. Imagens: Pixabay/Wikimedia Commons.

Muito em breve, um robô será parte de tudo o que você faz para ganhar a vida. Em resposta a essas e outras pressões, a província canadense de Ontário colocará em funcionamento um teste de renda básica nos próximos meses. Em um período limitado de tempo, em três regiões da província, o governo dará às pessoas um salário para viver, gratuitamente, sem compromisso, e observará como a coisa anda.

Não é a primeira vez que os canadenses flertaram com a ideia. Nos 1970, o governo de Manitoba testou uma renda básica na cidade de Dauphin. Como resultado, a pobreza foi virtualmente erradicada e as taxas de pessoas que finalizaram o ensino médio aumentaram.

O momento é oportuno para um novo debate sobre a renda básica.

No Canadá, 42% da força de trabalho corre o risco de ser automatizada, de acordo com um relatório recente do Instituto Brookfield, uma think tank de Toronto. O momento é oportuno para um novo debate sobre a renda, e o 150º aniversário do Canadá servirá não somente para refletir sobre o passado, mas também para pensar no futuro do país.

Como será a comemoração do aniversário de 300 anos do Canadá se o país implementar a renda básica amanhã?

O robô Pepper na Collision 2017 em Nova Orleans. Crédito: Collision Conf/Flickr.

As características de uma renda básica beneficiarão as gerações futuras da mesma forma como beneficiou os moradores de Dauphin décadas atrás, de acordo com a professora Evelyn Forget, da Universidade de Manitoba, que estudou amplamente o experimento de Dauphin e outros em todo o mundo.

"Vamos reduzir a taxa de pobreza e daremos às pessoas mais controle sobre suas vidas", afirmou. "Elas poderão investir em capital intelectual, poderão fazer treinamentos profissionais e também tomar decisões de longo prazo em vez de focar em se concentrar unicamente em como alimentar os filhos. Hoje, diferentemente dos anos 1970, a maioria das pessoas termina o ensino médio, mas poderemos ver altas taxas de finalização de outros tipos de educação e treinamento."

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