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Levante, sacuda a poeira, estude e dê a volta por cima

Uma nota baixa pode ser uma baita oportunidade para preparar-se e mandar bem no ano seguinte.

por Amauri Eugênio Jr.
24 Agosto 2018, 8:00pm

A preparação pôde ter sido exemplar e as horas de estudo incontáveis. A vida social acabou ficou em segundo plano: o grande objetivo do ano era obter pontuação alta no Enem. Mas, no fim das contas, a expectativa tornou-se desespero. Todas as equações, informações sobre reinos biológicos e química orgânica desapareceram sem deixar vestígios. O cérebro virou um deserto no qual bolas de feno correm desimpedidas.

No outro extremo, a preparação para o Enem foi uma lenda urbana. Apostilas e cadernos? Que nada: o lance era estar na balada, não importa se era um bar, em karaokê, festas de amigos ou para encontrar o date. Ver Caetano Veloso estacionar o carro no Leblon, então, era um fato social.

Apesar de antagônicos, os casos acima têm em comum o fim óbvio: as notas foram abaixo da média. OK, esses exemplos são extremos, mas há diversas situações que podem resultar nesse mesmo fim e isso não é o fim do mundo. Tudo bem que mais um ano de preparação seja necessário para obter nota boa o bastante para ingressar no curso desejado, mas não há nada de errado com isso.

No caso do estudante Igor Paiva, 19, o famoso princípio de deixar tudo para a última hora teve peso importante para o seu desempenho ser abaixo da média, pois ele literalmente costumava estudar para provas faltando horas para fazê-las. Para se ter uma ideia, de acordo com o próprio jovem, ele era um dos piores alunos de sua turma em 2015 e era arroz de festa na recuperação. Quando fez o Enem pela primeira vez, enquanto ainda estava no segundo ano do ensino médio, sua nota foi 568.

O ponto de virada veio à tona quando ele estava no terceiro ano do ensino médio e criou rotina própria na qual estudava o que julgava ter dificuldade - “naquela época, tudo”, diz. “Eu preferia ver muito a teoria, com o objetivo de aprender o básico, e utilizava os exercícios apenas para fixar alguns assuntos. A primeira grande mudança perceptível foi ter ficado em segundo lugar na minha sala no resultado do primeiro simulado”, conta Igor, sobre como esse fato o incentivou a continuar com os estudos e a ter como objetivo ingressar em medicina.

Já no caso da auxiliar administrativa Bianca Couto dos Santos, 25, o que pesou foi o cotidiano. Se na primeira vez em que prestou o Enem, em 2010, a preparação no cursinho pré-vestibular e os estudos no ensino médio a ajudaram a ter bom desempenho, na casa dos 700 pontos, a rotina atribulada por causa do trabalho fez a história ser diferente - bem diferente - anos depois.

Bianca aproveita todas as oportunidades para estudar. Francisco Proner / VICE Brasil

“Eu não tive boa preparação e tempo para estudar em 2017. Ficou mais complicado da segunda vez em que participei”, explica a jovem, ao falar sobre como a rotina e o trabalho influenciaram nesse quadro e em seu desempenho no exame, cuja média total foi próxima a 500. Mas o resultado era, de certo modo, esperado por ela. “Fiz para ter uma ideia de como eu estava, após ficar muito tempo sem estudar.”

Nova rotina

Após o fim do ensino médio, Igor passou a fazer parte de diversos grupos de estudos presencialmente e via redes sociais, nas quais um candidato ajuda o outro a tirar dúvidas sobre determinado assunto ou questão - e você aí, achando que elas só servem para stalkear os crush. Contudo, engana-se quem acha que o cara passa a vida inteira estudando.

“Acho que o maior erro da maioria dos estudantes é estipular horas de estudo. Estudar muitas horas por dia não é saudável e, geralmente, não traz rendimento. Sempre coloco o domínio do assunto ao qual me comprometo a aprender como objetivo principal, pois quando eu aprendia, ficava muito mais confiante e motivado”, destaca Igor, que também costuma se divertir ao jogar videogame e sair com os amigos - mas sem nunca perder o Enem de vista.

Bianca, por sua vez, está administrando - e bem - o tempo para conciliar o trabalho e os estudos. Para se ter uma ideia, ela aproveita os tempos livres na ida e na volta ao trabalho para estudar. E a hora do almoço conta também para isso, é claro.

“Tenho me dedicado mais às leituras e estou atenta aos assuntos da atualidade”, descreve, ao falar que costuma tirar dúvidas também em grupos de vestibulandos no WhatsApp - ao contrário da rapaziada que repassam aquela enxurrada de fake news, ela usa o app para algo útil.

“Hoje, já sei como [o Enem] funciona, sobre o que pensar e como me organizar melhor para a prova. Antes, eu resolvia de cara no padrão”, conta, ao dizer que respondia a todas as questões na sequência e como a experiência adquirida graças à preparação a ajuda organizar melhor o tempo. E, falando em tempo, a jovem, que considera ter ficado com o senso crítico mais aguçado graças à preparação, vê com bons olhos a nova divisão cronológica do Enem. “Achei ótima a ideia de ser em dois finais de semana em vez de dois dias consecutivos. Ficou muito menos cansativo desse modo”, reforça Bianca, cujo foco é obter nota para ingressar no curso de administração.

E Igor, por sua vez, tem como meta atingir nota que lhe dê conforto e certeza de aprovação - o que está em torno de 800, mas “sem abdicar da minha saúde mental e minhas horas de sono, e sem esquecer minha vida social, como sair com os velhos amigos e conhecer novos”, completa.

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