Viagem

Fotos da crise de ebola na República Democrática do Congo

Quase 500 pessoas morreram no país durante o décimo surto de ebola em 40 anos.

por Gaël Cloarec; Traduzido por Marina Schnoor
13 Fevereiro 2019, 11:48am

Fotos: Gaël Cloarec.

Kivu do Norte, uma província no nordeste da República Democrática do Congo, é o epicentro da crise atual de ebola no país – uma epidemia que já matou cerca de 400 pessoas nos últimos seis meses. Ao mesmo tempo, a província está sendo obrigada a lidar com surtos de violência causados pelas Forças Democráticas Aliadas (FDA), um grupo responsável pela morte de milhares de pessoas em ataque aleatórios pela África Central.

Nesse ambiente, é extremamente difícil para as ONGs atuarem com eficiência. Muitos centros de tratamento de ebola se tornaram alvos não só do FDA, mas de protestos contrários ao governo. Esses manifestantes estão descontentes porque o governo congolês usou o surto como desculpa para impedir áreas específicas como Kivu do Norte de votar na última eleição presidencial em dezembro.

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Os moradores de Beni não puderam votar na última eleição presidencial.

Com o surto de ebola se espalhando e trabalhadores humanitários sendo tratados como alvos políticos, médicos de Kivu do Norte temem que a epidemia se torne um aspecto incontrolável e permanente da vida na RDC. Para entender melhor o problema, viajei para a cidade de Beni, em Kivu do Norte, para capturar a luta do país contra o ebola.

Veja mais fotos de Beni abaixo.

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Uma enfermeira desinfeta uma ambulância.
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Esse é o décimo surto de ebola em 40 anos.
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Os suspeitos de estarem contaminados ficam em quarentena em grande barracas.
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Pacientes que se curaram do ebola são imunes ao vírus e alguns se oferecem para ser voluntários nos centros de tratamento.
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A equipe de um dos centros instalou decorações de Natal.
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Por causa do calor, os membros das equipes não podem ficar mais de uma hora e meia nos trajes. Depois disso, todo equipamento de proteção é desinfetado seguindo protocolos rígidos.
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Quando um paciente chega nos centros de tratamento, seu pertences são queimados.
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Para colocar o equipamento é preciso seguir procedimentos rígidos para tornar o traje à prova d'água, já que o vírus pode se espalhar por contato com fluídos corporais.
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Para tornar o contato entre enfermeiros e pacientes mais humano, os nomes dos enfermeiros são escritos em suas testas.
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Mais decorações sendo colocadas.
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Com a insegurança na região, populações deslocadas então dificultando conter o problema.
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Desde o começo dos surtos de ebola, essa é a primeira vez que médicos estão experimentando vacinar a população. Quatro vacinas estão sendo testadas. Essas vacinas não evitam o contágio, mas aumentam muito as chances de sobrevivência.

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Tradução do inglês por Marina Schnoor.

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