Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #112

Aproveite essa esfriadinha no clima para se animar com as novas da semana, mas também não muito porque num teve também grandes sonzeiras.

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22 Março 2019, 7:00pm

Olá meus amigo.

Melhorou o nível dos lançamentos essa semana, viu. Num teve muita coisa que “meu deus do céu que puta sonzera essa”, mas também não teve nada que me incomodou não. Aí não passar raiva ouvindo música já me basta pra considerar uma boa semana.

Obviamente é sempre bom lembrar que não tem como uma única pessoa ouvir TUDO, então ficou vários lançamentinhos de fora porque não deu tempo pra ouvir. Exceto o do Morrissey, que eu não ouvi porque não quis mesmo. Ele que fique menos troxa das ideia que aí a gente vê o que faz.

Mas de qualquer forma aqui tem um bom resumo do que que a gente teve de bom essa semana aí, ok galera?

Ok galera.

Usem casaquinho, porque esfriou.

----AS TOP DA SEMANA----

Avey Tare - Cows on Hourglass Pond
Disco muito muito bom. O esquema, pra quem conhece já o Avey Tare, é o mesmo de sempre, violão, batida eletrônica, efeito pra caralho no vocal. Eu sou bem fã desse esquema, pra tar falando a verdade, então gostei de todas as faixas. Tarei indicando.

Weyes Blood - “Movies”
Nossa senhora, é vozes que emocionam demais demais demais. A base é muito simplinha, um synthzinho pá, um violino muito de leve, e dá-lhe voz. E tá ótimo assim, pois vozes que emocionam demais. Vem coisa boa aí.

----OUTRAS BOAS PORÉM NÃO NO NÍVEL TOP DA SEMANA----

Heavy Baile - “Calorzão”
Ragga muito maneiro de ouvir. Não sei se é de fato um lançamento, ou se só colocaram nas #plataformas agora, porque parece um pouco atrasado lançar uma música que fala de “clima do verão” justamente agora que entramos no outono. Mas tirando esse fator sazonal tá tudo show.

Tierra Whack - “Unemployed”
É de trap mas eu gostei. Principalmente pelo vocal dela, o #flow, que tem uma melodia bem boa de ouvir. O gravão da batida também ajuda, mas isso já é mais padrão mesmo. Mas enfim, som legal.

Marcelo Falcão - “Ladrões”
É exatamente o som que você imagina quando pensa no Falcão. Esse dub com rock com uns scratchezinhos de fundo. Mas olha que tá bom o som, viu. Apesar de manjado. A produção ficou muito boa, os metais tão daora, e daí tem todo o tchans da metade final da música quando os cara empolga total. Boa boa.

Shevchenko & Elloco - “Ninguém Fica Parado”
Uma coisa que me incomoda na nova geração é que nas músicas “nova dança” a letra não inclui um mini tutorial sobre como é essa tal dança, algo que os antigos sempre faziam nos anos 90. Nesse bregafunk eles simplesmente falam “fiz um novo passinho que é muito fácil. É assim, viu só?”. Só que eu não vi nada, porque só estou ouvindo a música. Isso aí é venda casada, pra que eu vá pro Youtube pra consumir a mesma coisa. Mas eu não caio nessa não. Mas o som em si é legal.

Two Door Cinema Club - “Talk”
O nosso já conhecido indie-eletro-pop de tocar em pistinha. É boa, dá uma animadinha, mas é música pra repor o estoque de indie-eletro-pop de tocar em pistinha.

Enzo Belmonte - “Novo Dia”
Samba muito do gostosinho. A produção tá top, mas o vocal ainda não dá aquela empolgada. Mas é jovem, com a idade vai melhorando. Boa.

Tame Impala - “Patience”
Bem, primeiramente eles seguem forçando tudo no flanger. Eu não curto muito isso, mas se os cara decidiram que essa é a grande marca registrada da banda, quem sou eu pra falar qualquer coisa. A música é boa, suingadinho maneiro, infelizmente com um curto trecho corta-barato no meio, que eles tentam mudar a melodia e num fica muito legal não. Num fosse isso tava perfeito.

Jenny Lewis - On The Line
Country-folk bem feitinho, mais pro tradicional mesmo, com uma ou outra musiquinha mais contemporânea, as vezes mais pro alt-folk ou total FLORENCE. Não ouvi inteiro, mas o que eu ouvi eu gostei.

American Football - American Football (LP3)
Imenso respeito aí por essas super feras mas post-rock, como diria a vovó Donalda, “é bom, mas enjoa rápido”. Ouvir um emozinho post-rock é legal, ouvir dois emozinho post-rock ok também, ouvir um DISCO INTEIRO de emozinho post-rock é desesperador. Aí veja bem, as músicas são boas, aquelas lentinha de guitarra que não acaba nunca, mas convém ouvir aos pouquinhos. Pelo menos eu não tenho saúde mental o suficiente pra 47 minutos ininterruptos de post-rock. O disco é bom, mas é preciso dar esse alerta aí.

Andrew Bird - My Finest Work Yet
No começo (“Sisyphus” e “Bloodless”) eu pensei que ele ia seguir o John Misty e meter o Elton John total nas músicas, mas não, é o alt-folk mesmo, segurando no piano e violão, às vezes um banjozinho. É um bom disco, gostei de ouvir, mas podia ter metido mais o Elton John, que eu prefiro.

Injury Reserve - “Jailbreak the Tesla”
Curti a base, os samples utilizados pá. E é basicamente isso que tenho a falar sobre tal raps. Legalzinha.

Liniker e os Caramelows - Goela Abaixo
Todo disco “nova MPB” eu já vou ouvindo com o pé atrás “eee lá vem os Nova Brasil FM”. Mas decidi correr o risco depois de ouvir “De Ontem”, que é uma boa faixa. E… bem… é nova MPB. Mas tem faixas bem bem boas, como “Boca” e “Amarela Paixão”. Bastante suingadinho, produção show, mas também pode ser que eu esteja menos birrento pra turma Nova Brasil FM. Não saberei dizer. Mas é um bom disco.

Broken Social Scene - “Can’t Find My Heart”
Aceleradão, até que legal. Na verdade é legal quando entra o coralzinho ooooo OOOOO oooo OOOO, porque depois vai pro rockinho indie que até ok. Mas a parte daora mesmo é o coralzinho. Mas vá lá, boa.

----AS QUE NÃO TÁ RUIM NÃO, MAS NUM BATEU MUITO TAMBÉM----

Pitty - “Noite Inteira”
Meio disco-punk, meio “Muse querendo fazer disco-punk”. Okzinha, um pouco mais longa que o necessário, nada de muito diferente, mas tá bem feitinha e tudo.

Foster The People - “Style” e “Worst Nites”
A primeira é um pop rock que sei lá, não desperta nada. A segunda é um loungezinho que aí sim já foi pensado pra não despertar nada mesmo. Duas músicas que é isso aí. Cê ouve e nem percebe que ouviu. Fica como boa indicação para comércios e restaurantes que querem fazer sua própria playlist descolex.

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