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152 dias sem ela: PF liberada para assumir caso Marielle

Mesmo com autorização do presidente Michel Temer, interventores da segurança do Rio precisam oficializar pedido à corporação.
13 Agosto 2018, 9:16pm
Foto: Agência Brasil / ASCOM / Câmara Municipal do Rio de Janeiro

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann ofereceu à Polícia Federal a disposição do Estado do Rio de Janeiro para investigar os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em 14 de março de 2018.

Jungmann declarou ao jornal O Globo, em entrevista no último domingo (12), que a corporação está pronta e liberada pelo presidente Michel Temer para acompanhar o caso. O ministro afirmou que só precisa que o Ministério Público e a Secretaria de Segurança do Rio oficializem o pedido.

Na manhã desta segunda (13), a Folha de S.Paulo acompanhou Jungmann no Rio de Janeiro, durante uma reunião sobre a construção de presídio no país. Ao jornal, o chefe da pasta de Segurança Pública valorizou o trabalho da Delegacia de Homicídios do Rio (DH-RIO), apesar do longo prazo para condenar os culpados, e ressaltou que a Civil não repassa informações do crime, mas os órgãos de inteligência federais, como a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) estão cientes sobre o caso.


Assista ao nosso vídeo sobre o assassinato de Marielle Franco:


Marielle Gigante

Na semana anterior ele disse à Globo News que o assassinato da vereadora e do motorista envolve agentes públicos e políticos do Rio de Janeiro, e que por isso, há muita complexidade na resolução do crime. O ministro apontou também que até o fim deste ano o crime será esclarecido.

Na quinta-feira (9), a revista Veja publicou uma entrevista com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), comentando que os deputados do MDB-RJ Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo presos em 2017 pela CPI dos Ônibus, estão entre os investigados pela Polícia Civil do Rio no caso Marielle.

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