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Reportagens

Pro coletivo B_T_PGDÃO, o pagodão é o punk baiano

Rafa Dias, Mahal Pita e grande elenco pegaram a ousadia & alegria do Parangolé, afrofuturismo digital, global bass e uma sincera preocupação estética para criar o Bota Pagodão.

por Fernando Gomes
24 Fevereiro 2017, 1:00pm

Tendo como base a experimentação e produção de conteúdo a partir da música popular urbana da Bahia, o B_T_PGDÃO (leia Bota Pagodão) tem chamado atenção pelo trabalho feito com o amado e odiado pagodão. Com a mesma ousadia e alegria que você encontraria num show do Parangolé ou qualquer outro expoente do gênero, os caras estão conseguindo fazer o ritmo que vem dos guetos de Salvador se fundir ao universo digital, valorizando toda a estética e cultura local que o cerca. Mantêm a diversão e o suingue do groove arrastado em primeiro lugar, mas inserem nessa atmosfera discussões urgentes e impõem respeito a essa que é só mais uma das várias vertentes da música preta feita na Bahia.

"A gente costuma dizer que o pagodão é o punk daqui, tudo que você vê de desordem na música da Bahia hoje vem dele. A galera fecha a rua, bota o som e faz a festa do jeito que quer", comenta Rafa Dias, (o ÀTTØØXXÁ), produtor e idealizador do coletivo. Além dele, as demais cabeças que formam a parada vêm de origens diversas, trazendo experiências adquiridas no trabalho em importantes nomes da música contemporânea da Bahia como Pagodart, Baiana System e OzBambaz. 

Leia o restante da reportagem no THUMP.