FYI.

This story is over 5 years old.

Conheça o Ethiopian Records, o Produtor Africano que Quer Acabar com a Ideia de "World Music"

Ouça a onírica "Running Shoes," uma faixa do seu novo EP lançado pelo selo 1432 R.
16 Setembro 2015, 2:00pm
Mekbib Tadesse

Ethiopian Records é o nome solo do Endeguena Mulu, um produtor africano que vive na capital da Etiópia Addis Ababa. Mulu combina a instrumentação com escalas da música tradicional etíope com uma pegada de garage inglês e de hip-hop que ele ouvia quando era criança. Em uma declaração recente do selo, publicada via Google doc, o cara exalta uma cena ignorada pelo circuito global chamada de movimento "Ethiopiyawi Electronic", "um gênero que usa as ferramentas da música eletrônica, e tecnologia musical para fazer uma música que é profundamente enraizada em toda a história musical da Etiópia". Ao lado de Mikael Seifu, seu parceiro de label de Washington, o cara também é mais um no número crescente de jovens produtores etíopes que está começando a ganhar mais reconhecimento no além mar — que, sem dúvida, é um bom começo para um artista que está começando, mas também não deixa de ser um peso enorme, pela persistência das marcas reduzirem o gênero musical em apenas duas classificações, a "global music" e a "ethnic music".

Mulu quer desafiar seu público para tomar uma atitude diante do estrago que estas palavras podem causar: "Eles nasceram de um desleal, desconhecido e inexpressivo pensamento que tudo que vem do Ocidente é melhor, a única coisa que está acontecendo no mundo e que vale a pena tirar um tempo para aproveitar, a única maneira de prosseguir é o único caminho para o futuro", explica Mulu na declaração: "Se fossem apenas os ocidentais que mantivessem esse tipo de pensamento, isso não teria me incomodado tanto assim, mas graças à educação e ao entretenimento ao redor do mundo, é possível ser tão ocidentalizado, que pessoas cujas culturas estão sendo menosprezadas acabam adotando tais pontos de vista, vendo com maus olhos sua própria cultura "subdesenvolvida" e glorificando a cultura ocidental que os paéses desenvolvidos e do primeiro mundo têm."

Antes mesmo de ouvir sons de sua terra natal, Mulu quer encorajar a todos — Etíopes e não-etíopes — a falar menos e ouvir mais: "Esqueçam de todos os seus preconceitos quando vocês ouvirem uma parte de uma música", escreve ele: "Esqueça de todas as marcas mesmo se você encontrar a música que você está ouvindo enquanto atravessava essa ou aquela sessão numa loja de música, apenas esqueça onde você a encontrou. feche os olhos e deixe-se absorver pelo momento."

Este é a razão de nós encorajarmos você a ouvir "Running Shoes", uma parte da quarta faixa do recém-lançado EP Letu Sinega (The Dawn). É um dub que traz um amálgama de batidas mastigadas, vocais ecoando e cintilantes sons orgânicos que certamente fritará o cérebro de alguns ouvintes, até porque o som deixa você em um estado onírico de transe meditativo, parecido com aquela sensação de uma caminhada matinal. "Pessoas que correm debaixo do sol quentinho de toda manhã — essa é, basicamente, a música ideal para este momento do dia", disse Mulu ao THUMP via e-mail. "Quando eu ia para a escola, costumava acordar às 4h ou 5h da manhã, logo quando o sol estava começando a aparecer, para dar uma corrida antes de ir à escola. Acordar neste horário apenas para contemplar o ambiente. Hoje, eu gosto de ver o sol raiar mesmo assim, quando volto de uma noite de diversão, e é a mesma sensação boa de frescor".

Letu Sinega (The Dawn) foi lançado na última terça (15), assinado pelo selo 1432 R.

Ethiopian Records é o nome solo do Endeguena Mulu, um produtor africano que vive na capital da Etiópia Addis Ababa. Mulu combina a instrumentação com escalas da música tradicional etíope com uma pegada de garage inglês e de hip-hop que ele ouvia quando era criança. Em uma declaração recente do selo, publicada via Google doc, o cara exalta uma cena ignorada pelo circuito global chamada de movimento "Ethiopiyawi Electronic", "um gênero que usa as ferramentas da música eletrônica, e tecnologia musical para fazer uma música que é profundamente enraizada em toda a história musical da Etiópia". Ao lado de Mikael Seifu, seu parceiro de label de Washington, o cara também é mais um no número crescente de jovens produtores etíopes que está começando a ganhar mais reconhecimento no além mar — que, sem dúvida, é um bom começo para um artista que está começando, mas também não deixa de ser um peso enorme, pela persistência das marcas reduzirem o gênero musical em apenas duas classificações, a "global music" e a "ethnic music".

Mulu quer desafiar seu público para tomar uma atitude diante do estrago que estas palavras podem causar: "Eles nasceram de um desleal, desconhecido e inexpressivo pensamento que tudo que vem do Ocidente é melhor, a única coisa que está acontecendo no mundo e que vale a pena tirar um tempo para aproveitar, a única maneira de prosseguir é o único caminho para o futuro", explica Mulu na declaração: "Se fossem apenas os ocidentais que mantivessem esse tipo de pensamento, isso não teria me incomodado tanto assim, mas graças à educação e ao entretenimento ao redor do mundo, é possível ser tão ocidentalizado, que pessoas cujas culturas estão sendo menosprezadas acabam adotando tais pontos de vista, vendo com maus olhos sua própria cultura "subdesenvolvida" e glorificando a cultura ocidental que os paéses desenvolvidos e do primeiro mundo têm."

Antes mesmo de ouvir sons de sua terra natal, Mulu quer encorajar a todos — Etíopes e não-etíopes — a falar menos e ouvir mais: "Esqueçam de todos os seus preconceitos quando vocês ouvirem uma parte de uma música", escreve ele: "Esqueça de todas as marcas mesmo se você encontrar a música que você está ouvindo enquanto atravessava essa ou aquela sessão numa loja de música, apenas esqueça onde você a encontrou. feche os olhos e deixe-se absorver pelo momento."

Este é a razão de nós encorajarmos você a ouvir "Running Shoes", uma parte da quarta faixa do recém-lançado EP Letu Sinega (The Dawn). É um dub que traz um amálgama de batidas mastigadas, vocais ecoando e cintilantes sons orgânicos que certamente fritará o cérebro de alguns ouvintes, até porque o som deixa você em um estado onírico de transe meditativo, parecido com aquela sensação de uma caminhada matinal. "Pessoas que correm debaixo do sol quentinho de toda manhã — essa é, basicamente, a música ideal para este momento do dia", disse Mulu ao THUMP via e-mail. "Quando eu ia para a escola, costumava acordar às 4h ou 5h da manhã, logo quando o sol estava começando a aparecer, para dar uma corrida antes de ir à escola. Acordar neste horário apenas para contemplar o ambiente. Hoje, eu gosto de ver o sol raiar mesmo assim, quando volto de uma noite de diversão, e é a mesma sensação boa de frescor".

Letu Sinega (The Dawn) foi lançado na última terça (15), assinado pelo selo 1432 R.

O Ethiopian Records está no Facebook // Soundcloud // Twitter

O Ethiopian Records está no Facebook // Soundcloud // Twitter