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Camisetas de Black Metal

Aqui está uma seleção da minha própria coleção, pela ordem de lançamento (observação: nem todas são originais).

A cena black metal norueguesa ficou estigmatizada graças às notícias de incêndios de igrejas e assassinatos que surgiam da cena no começo dos anos 90. Mas não foi aí que o black metal começou, e sim na Inglaterra. E, como qualquer outra cena que se preze, as bandas encontraram jeitos de propagar suas ideias através de mercadorias. Camisetas pretas – muitas vezes sem manga ou de mangas compridas – estampadas com fontes Old English ou logos indecifráveis foram o uniforme de praticamente todo amante de black metal daquela época. Aqui está uma seleção da minha própria coleção, pela ordem de lançamento (observação: nem todas são originais).

Existe uma discussão sobre onde o black metal começou, mas vou te falar: foi em Newcastle. É, o segundo álbum do Venom, de 1982, criou a expressão, já que o disco chamava Black Metal. Mas, estilisticamente, o disco de estréia dos suecos do Bathory – que levava o nome da banda –, de 1984, foi mais o modelo do que seria conhecido como black metal, mas ambos continuam sendo grandes influências para toda a segunda leva de bandas do estilo.

Mas e os suíços do Hellhammer? Eles estavam fazendo uma música muito mais assustadora do que era permitido em 1983. Se liga no Tom G. Warrior nas costas. Que herói.

O Hellhammer depois mudou o nome pra Celtic Frost, mas a sede deles em tocar um metal imundo só aumentou. Essa original do Morbid Tales é de uma das primeiras turnês deles pelo Reino Unido, em 1986, e, como dá pra perceber, mal se vê a estampa.

Sim, está escrito nas costas: “Insultadores de Jesus Cristo.” De algum jeito a praga black se alastrou pela América do Sul no final dos anos 80, e o Sarcófago levou o necro ao topo com o álbum de estréia, INRI, de 1987. Boatos dizem que os cintos de balas que eles usaram no encarte eram feitos principalmente de pilhas velhas pintadas de preto, já que não conseguiram achar projéteis de verdade suficientes. Aperta essa e fuma, poser.

O negrume chegou aos Estados Unidos no começo dos anos 90. Acho que como resposta à já esgotada cena trash e à-beira-da-morte cena de death metal, Von fez o que, pra mim, é uma das gravações mais perversas de todos os tempos: a demo Satanic Blood, de 1992. Toda a sua parte visual era local também, combinando imagens satânicas com uma inclinação quase nativo-americana. O mistério das suas músicas são, de alguma forma, replicadas na sua arte.

O Darktrhone começou como uma banda de death metal, lançando o seminal Soulside Journey, em 1990. Tendo feito amizade com o infame Euronymous, rapidamente fizeram uma reviravolta estilística, e a história do black metal foi feita. A cena em Oslo, na época, era insana, e o Darkthrone fez algumas das melhores músicas e trabalhos de arte que o metal já viu.


A capa de Transilvanian Hunger, de 1994, continua tão icônica hoje quanto era então. Mangas compridas eram adotadas por todas as bandas de black metal. Fora o fato de fazer um puta frio por lá, imagino que desse pra enfiar logos a mais nessas mangas, o que eles de fato fizeram.
 


Essa camiseta do Burzum é uma cópia pirata de um flyer distribuído na época que ele foi a julgamento acusado de incendiar uma igreja e assassinar seu amigo e colega da Mayhem, Euronymous. Fala de uma turnê fictícia por todas as igrejas que ele (talvez) tenha posto fogo até só sobrarem brasas.
 


Essa e as próximas três de manga comprida são originais da metade dos anos 90. O Varg era famoso por ser flagrado vestindo a camiseta cinza Hvis na cela, por volta de 1995.
 


Se liga no cara na árvore. Foi tirado de uma capa de Dungeons & Dragons (sério).
 

Essa e as próximas quatro imagens tem estampas de desenhos originais de um artista norueguês Theodore Kittelsen.


Essa é original, ou pelo menos uma prensada em 1990. Nunca vi o logo do Mayhem assim em nenhuma outra camiseta.


 

Peguei essa quando eles tocaram em Londres, em 2008, na turnê Ordo Ad Chao. A estampa parece um retrato da crucificação, ainda que eu ache que seja uma coisa um pouco mais original.
 

Immortal. Eles são pra valer? Não sei. Essa e a próxima são da metade dos anos 90 e são tão ridículas quanto suas músicas talvez tenham ficado. Mesmo assim eles mandam bem no corpse paint, né?