O futuro da rede social do país de Kim Jong-un agora está nas mãos de um adolescente escocês. Crédito: (stephan)/Flickr

Já hackearam o clone norte-coreano do Facebook

O futuro da rede social do país de Kim Jong-un agora está nas mãos de um adolescente escocês.

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01 Junho 2016, 2:36pm

O futuro da rede social do país de Kim Jong-un agora está nas mãos de um adolescente escocês. Crédito: (stephan)/Flickr

Você não precisa ser uma rede social antigaça pra te hackearem na internet.

Na semana passada, muito se falou sobre um misterioso clone do Facebook hospedado na Coreia da Norte. Algumas poucas horas depois, vejam vocês, alguém já tinha hackeado o site.

Eu estava postando links do famigerado filme A Entrevista, de James Franco e Seth Rogen, que ficou conhecido por tirar um sarro da cara do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em meu perfil recém-criado quando notei algo de estranho. Na parte inferior da tela, na seção "Sugestões de Amizade", havia um espaço "Patrocinado" com uma mensagem peculiar.

"Eu não criei este site, só descobri o login", escrevera Andrew McKean, um universitário escocês de 18 anos de idade.

McKean ganhou privilégios de administrador do site ao simplesmente clicar no link "Admin" na porção inferior da página e adivinhar seu login e senha. No final das contas, disse McKean, a combinação era extremamente previsível: "admin" e "password".

"Foi bem fácil", disse via chat.

Após ler sobre o site, McKean afirmou ter dado uma olhada na demonstração do clone comercial do Facebook chamado phpDolphin e resolver usar as credenciais padrão para um administrador.

"Não sei por que, mas queria ver se funcionava. Este clone do Facebook, afinal, era novo e não haviam trabalhado muito nele", afirmou, comentando ainda que "não tinha planos" de fazer algo além de talvez redirecionar a página para um site anti-Coreia do Norte.

De qualquer forma, a conta de administrador lhe deu controle total do site. Com o poder em mãos, poderia "apagar e suspender usuários, mudar o nome do site, censurar certos termos e gerenciar possíveis propagandas, além de ver os e-mails de todo mundo", afirmou McKean. Nos bastidores, ele também podia ver o nome do site: "Best Korea's Social Network".

O destino da página, bem como suas origens, não estão nada claros. Doug Madory, pesquisador da Dyn e um dos primeiros a descobrir o tal site, espera que ele saia do ar em breve.

De qualquer forma, seu futuro, ao menos em partes, está nas mãos de um adolescente escocês.

Tradução: Thiago "Índio" Silva