Boletim Matutino da VICE - 20/3/2019

Tudo o que você precisa saber sobre o mundo esta manhã com curadoria da VICE.

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20 março 2019, 2:07pm

Isac Nóbrega / Presidência da República

Brasil

Ernesto Araújo teve chilique por participação de Eduardo Bolsonaro em encontro com Trump

O chanceler Ernesto Araújo teve um chilique na frente de outros ministros por causa da participação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no encontro privado entre os presidentes Jair Bolsonaro (Brasil) e Donald Trump (EUA) nesta terça-feira (19). Araújo não participou da reunião privada entre os dois líderes realizada no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo pessoas que estavam presentes no momento descreveram à Folha, Araújo ficou especialmente irritado após ler o blog da jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo. No texto, ela afirma que o Itamaraty saiu rebaixado com ida de Eduardo para o encontro com Trump e diz que, se Araújo tivesse “alguma fibra”, ele pediria para deixar o cargo. – Folha de S. Paulo

Forças Armadas entram em alerta pelo tom belicista de Bolsonaro nos EUA

O tom adotado nos EUA pelo presidente Jair Bolsonaro acerca do apoio a uma eventual ação militar contra a Venezuela fez soar alarmes entre oficiais generais da ativa do Exército brasileiro. Eles temem que o presidente tenha se comprometido a ajudar os Estados Unidos na missão de derrubar o ditador Nicolás Maduro, e consideram que isso seria um ponto de ruptura no apoio da cúpula ao governo. Em seus grupos de WhatsApp, militares passaram a tarde desta terça (19) trocando impressões sobre as falas de Bolsonaro sobre Venezuela durante sua visita oficial a convite do colega Donald Trump. O presidente não descartou ações militares, falou que não poderia detalhar conversas, enfim, deixou a possibilidade no ar. – Folha de S. Paulo

Bolsonaro atende Trump e vai 'abrir mão' de tratamento especial do Brasil na OMC

O Ministério das Relações Exteriores divulgou um comunicado nesta terça-feira (19) no qual informou que o presidente Jair Bolsonaro "começará a abrir mão" do tratamento especial que o Brasil recebe na Organização Mundial do Comércio (OMC). A decisão, informou o ministério, está "em linha" com a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o país apoie a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o "clube dos países ricos". – G1

Decreto de Bolsonaro corta 13,7 mil cargos em universidades públicas

O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro para extinguir cargos, funções e gratificações na administração pública atingiu em cheio a área de Educação, principalmente as universidades públicas federais. Das 21.000 vagas eliminadas pelo governo, ao menos 13.710 estavam sob a guarda de instituições de ensino, o que corresponde a 65% do total do corte. Foram extintos cargos de direção, funções comissionadas de coordenação de cursos e outras gratificações concedidas a professores. Entidades representativas do setor criticam a medida. O decreto determina a extinção imediata de 2.449 postos em instituições de ensino que hoje estão vagos, mas poderiam ser ocupados a qualquer momento. Outras 11.261 funções gratificadas atualmente em uso deixarão de existir em 31 de julho. Seus ocupantes serão exonerados ou dispensados. – Folha de S. Paulo

Procuradoria abre investigação contra Vélez por improbidade administrativa

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu uma investigação para apurar se houve improbidade administrativa do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, no envio de cartas às escolas de todo Brasil com slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro. No e-mail enviado pelo ministro às escolas, o ministério pedia que as crianças fossem perfiladas para cantar o Hino Nacional e que o momento fosse gravado em vídeo e enviado para o governo. O e-mail solicitava ainda que fosse lida para elas uma carta do ministro que terminava com o slogan da campanha de Bolsonaro: "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos." – UOL

Mundo

Número de vítimas de ciclone em Moçambique e Zimbábue pode chegar a mil, diz presidente

O número de mortos após a passagem do ciclone Idai por Moçambique e Zimbábue deve "crescer significativamente", alertou a Cruz Vermelha nesta terça-feira (19). O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse em entrevista para uma rádio estatal que o número de vítimas pode chegar a mil. O ciclone atingiu o centro de Moçambique na noite de quinta-feira (14) e avançou rumo ao Zimbábue e o Malaui, destruindo tudo em sua passagem: estradas, escolas, casas, lojas, hospitais e até mesmo uma represa. "Já temos mais de 200 mortos e cerca de 350 mil pessoas estão em perigo", disse o presidente moçambicano, Filipe Nyusi. "Estamos em uma situação extremadamente difícil". – G1

Político antivacinas da extrema direita italiana é internado com catapora

Político do primeiro escalão da Liga, partido de extrema direita da Itália, que tem como líder Matteo Salvini, chefe do governo em Roma, Massimiliano Fedriga classificou como "stalinista" o programa de vacinas obrigatórias contra 12 doenças, estipulado em seu país em 2017. Massimiliano Fedriga é o principal porta-voz do movimento antivacinas na Itália, mas teve que ser internado e passou cinco dias em um hospital, após contrair catapora. "Ironicamente", segundo o jornal italiano La Repubblica, "ele contraiu uma das doenças de cuja vacina pedia o fim", a catapora. Agora, o presidente da região Fruili-Venezia Giulia diz que não apoiará mais movimentos antivacinação. – G1

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