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Music by VICE

Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #137

Lamentos informar que essa coluna não entrou para a OCDE nessa semana.

por Rica Pancita do Twitter
11 Outubro 2019, 6:07pm

Fala tu.

Vamo bem? Tamo conseguindo chegar no fim do ano e no 13º salário. Falta pouco, vamo acreditar. Minha cabeça, sinceramente, tá só focada nisso agora. Em acabar logo essa porra. Fé.

Lançamentos. Lançamentos OK, nenhum realmente WOW QUE FODA, mas também num passei raiva nessa semana. Então pra mim fica tudo certo. Segue aí o indicativo de sons para sua sexta (ou para o dia que você estiver lendo isso, caso não seja uma sexta).

----AS MELHORES QUE TEVE----

Big Thief - Two Hands
Alt-folk muito bem feitinho, com um vocal feminino que me lembrou muito algum outro vocal. Nossa, lembrou demais. Só faltou eu lembrar qual vocal que é, tava aqui ó, na ponta da língua. Mas num consegui lembrar o nome, tô com a Siouxsie Sioux na cabeça, que tem meio a ver, mas não é exaaaatamente ela. Aquele vocal que conscientemente dá umas desafinada de leve pra dar o toque de emoção que o folkzinho exige. É legalzinho, de grandes destaques mesmo acho que é só o vocal, mas pra quem curte um violão bem tocado, um som mais na moral, aí tá tudo certo.

FKA twigs - “home with you”
É uma música voz-piano bem boa, bem LANA, mas que soa uma boa faixa de abertura de disco. Mas ela isolada assim, ficou faltando um complemento, um plus a mais. O que é bom pra um disco, ficou uma expectativa aí.

Miranda Lambert - “Tequila Does”
Num tava gostando muito dos singles que estava vindo, mas esse aí sim tá um country-pop coisa fina. Esquemão tradicional corda de aço e slide na guitarra. Vocal top. Tá tudo show.

----OUTRAS BOAS QUE TEVE NA SEMANA AÍ----

Drik Barbosa - Drik Barbosa
Disco pop, bom, mas que tá bem na beiradinha de ir pra MPB “Nova Brasil”. Os ritmos variam do rap, trap, funk, R&B, mas naquele esquema muito produzidinho limpinho, pra rádio FM que OK, faz sentido ser assim, mas já me interessa menos. O vocal é muito bom e encaixa bem nesses estilos que tem aí no disco. Mas, produção muito limpinha pra mim. Mas enfim, bom.

Kim Gordon - No Home Record
É doidera. A maioria das faixas tem uma produção indo em alguma vertente da música eletrônica, mas aí dá um acabamento mais “experimental” pois artista e vamo respeitar. Então tem uma indo mais pro house doidera, outra no minimalismo doidera, a primeira faixa total Arca (mas aí não doidera suficiente pra ser do Arca). É no mínimo um disco interessante, que tem quase nada com Sonic Youth (tirando “Air BnB” que é SY demais demais). Achei bom.

Jónsi & Alex Somers - Lost & Found
Infelizmente é um disco do Jónsi sem a voz do Jónsi. Aí sobra só o som ambient lentinho, bonitinho e tal, mas que pra mim morreu a magia desde que começaram a postar versões “300x mais lentas” de músicas no YouTube, que aí qualquer uma do Fundo de Quintal vira ambient também se você botar o pitch lá embaixo. Enfim, a nível de ambient é um bom disco, mas aí tem isso aí que eu falei sobre o gênero ambient em si.

CNCO - Que Quiénes Somos
Pop latino que ficou alta qualidade. É aquela batida reggaeton de sempre que cê tá ligado, mas tá tudo muito bem feitinho, produção maneira e também é curtinho, 22 minutos, aí nem cansou. Pode ser também que como eu evitei reggaeton faz uns bons meses, ouvir isso hoje não incomodou em nada. Boa.

----AS QUE EU NÃO GOSTEI NÃO----

Camila Cabello - “Easy”
Pop EDM lentinho. Cê sabe qual que é, eu posso nem te conhecer mais tenho total certeza que pop EDM lentinho você conhece algumas já. Essa é mais uma. Às vezes meio que cansa esses som aí.

Green Day - “Father of All…”
Um pop-rock segurando na palminha. Pelo amor de Deus, pelo menos fingia um HCzinho aí, rock com palminha num dá não, sinceramente. Fraco, bem fraco.

Rashid - Tão Real (Temp. 2)
EP pop-rap que sei lá, viu. Tá longe de ser ruim, mas também num teve nada que me empolgou. A maioria tá numa produção pop que eu só penso “bom, tem que ver que tem essa demanda de mercado”. Programador de rádio faz a festa com esse EP, mas eu mesmo num curti muito não. A exceção fica com a faixa final, “Um Mundo de Cada Vez”, que tem uma melodia bem bonita. Mas de resto, tudo okzinho.

Humberto Gessinger - Não Vejo a Hora
Infelizmente é um disco que não rolou não. Faixas bem fraquinhas, melodia pop-rockBR que é aquilo lá de sempre mesmo. As acústicas com sanfoninha são as melhores que tem no disco, e mesmo assim são melhores naquelas. Médio médio.

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