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Como enfrentar a realidade neste mundo moderno, segundo Paes

O artista recifense volta à cena com sua neo-psicodelia.

por Beatriz Moura
10 Maio 2018, 6:43pm

Foto: Camila van der Linden

Cinco anos após lançar seu primeiro disco cheio, Sem Despedida (2013), o músico e produtor pernambucano PAES volta à cena com seu novo álbum, Mundo Moderno, que você ouve com exclusividade na VICE Brasil.

Diferente do trabalho de estreia, que trazia cada faixa com um estilo próprio — indo ora pro SKA e surf music, ora pra MPB e pop rock — em Mundo Moderno, PAES atinge uma homogeneidade sonora, explorando a linha da neo-psicodelia jazzy da primeira à última música do disco. “O primeiro disco foi um grande compilado de músicas da época que eu tava me formando em Produção Fonográfica. Eram músicas que eu já tinha e que agrupei num álbum, meio que como uma ‘colcha de retalhos’”, explicou o artista. “Este segundo foi construído todo do zero e pensado, desde à capa até às letras, em como refletir essa nova sonoridade”.

A temática que PAES aborda no disco é, na sua maioria, existencial, sobre como enfrentar a realidade nesse “mundo moderno”. No entanto, o disco também fala de amor. “26”, “Camila” e “Bicho da Barba” são músicas composta sobre seu relacionamento com a fotógrafa e poeta Camila van der Linden. “Talvez não fale de amor de forma convencional, mas são [músicas] românticas. Não é só cabeçudo, com mensagem. Não é político, é pra refletir, dialogar, acalmar nesse tempo louco em que estamos vivendo”.

Apesar de ser assinado como um disco solo, PAES ressalta que Mundo Moderno é fruto de um trabalho coletivo: das 10 faixas, apenas duas (“Bicho da Barba” e “Camila”) o cantor assina a composição sozinho. O restante das músicas são resultado de parcerias com artistas e amigos, na sua maioria, recifenses: em “Mais Além” e “Ouçam”, PAES musicou os poemas de sua companheira Camila — que também assina as fotos de divulgação do disco; “26” é composta pelo casal e é uma homenagem à data que os dois se conheceram. “Transmutação” e “Praia do Forte” são parcerias entre o artista e o duo Nascinegro; “Flying Cloud” é uma parceria com Barro, nome de destaque do circuito da nova MPB de Recife; “Homem Pássaro” é uma composição de PAES com Cássio Sales (Cosmo Grão), que também gravou toda a bateria do disco; e a faixa de abertura “Ossos do Ofício” é uma composição do carioca José Duarte — única das participações que não é de Recife.

O disco é o primeiro lançamento do selo de PAES, Abismmo. Quem assina o projeto gráfico e a direção artística do disco é o artista Raul Luna, que já trabalhou com músicos como Mombojó, Marcelo Yuka, China e Vitor Araújo. “A capa foi pensada em passar a sonoridade para a arte gráfica. Escolhemos enxugar informação, por isso Raul trabalhou na linha tipografia e da arquitetura geométrica”, comentou PAES. “Fiz o design da capa do disco e dos singles dentro de uma ótica que eu acho que ele deveria ser olhado em uma nova MPB”, explicou Raul.

Depois do lançamento nas plataformas digitais de streaming, o cantor prepara o lançamento para K7 para o fim do maio. No próximo semestre, PAES lança o CD Digipack e, para o início de 2019, o cantor prepara a versão em LP de “Mundo Moderno”. Ouça abaixo:

Ficha técnica
Selo de gravação: Abismmo
Distribuição Digital: Distrokid
Distribuição Física: Abismmo (Cassete / CD / LP)

Gravado por Arthur Dossa no Casona Estúdio e na Aeso Barros Melo em Recife, exceto faixas 3 e 7 gravadas por Carlos Montenegro.

Direção artística e Projeto Gráfico por Raul Luna
Mixado e masterizado por Arthur Dossa
Produzido por Arthur Dos

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