Tudo o que sabemos sobre o atentado numa mesquita do Egito

Mais de 200 pessoas morreram no ataque.

por David Gilbert; Traduzido por Marina Schnoor
|
24 Novembro 2017, 8:30pm

Matéria originalmente publicada na VICE News.

Pelo menos 235 pessoas morreram no Egito depois que militantes detonaram bombas numa mesquita sufi na manhã de sexta-feira (24), em seguida abrindo fogo contra as pessoas que tentava fugir do local, segundo uma declaração da promotoria geral do Egito.

O ataque aconteceu na volátil Península do Sinai, e o número de mortos vem sendo revisado várias vezes. Pelo menos 109 pessoas ficaram feridas.

Os militantes atacaram a mesquita de al-Rawdah na cidade de Bir al-Abd, 200 quilômetros a nordeste da capital, Cairo. Nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelo ataque ainda, mas vários meios de comunicação apontaram que o governo egípcio vem lutando para conter a insurgência do Estado Islâmico na área. Ataques a mesquitas são raros no Egito, já que os militantes preferem atacar igrejas cristãs cópticas e oficiais de segurança.

Quatro veículos off-road pararam na frente da mesquita antes da detonação de bombas, e abriram fogo contra as pessoas ouvindo o sermão, segundo oficiais da polícia que falaram com a AP. Os militantes também cortaram rotas de fuga explodindo veículos e deixando escombros em chamas nas ruas ao redor da mesquita.

As pessoas na mesquita eram seguidoras do Sufismo, ou misticismo islâmico, uma ramificação do Islã vista como herege pelo EI.

Os perpetradores não fugiram da cena, mesmo quando serviços de emergência chegaram, abrindo fogo contra várias ambulâncias, disse Ahmed el-Ansari, secretário de saúde, para a TV estatal.

A Península do Sinai, pouco povoada, já foi descrita como um “ninho para terrorismo e terroristas” pelo presidente egípcio Abdel-Fattah el-Sissi, depois que um homem-bomba matou 31 soldados em 2014.

A insurgência islâmica na região vem aumentando desde que os militares derrubaram o presidente democraticamente eleito Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana, no meio de 2013.

Siga a VICE Brasil no Facebook , Twitter e Instagram .