O humor involuntário dos atores do pior game do Batman de todos os tempos

Inspire-se.

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10 Março 2017, 6:00pm

Além de incluir  Kiss from a Rose na trilha, nada no Batman Eternamente de Joel Schumacher pode ser considerado boa ideia. Poderia ter pelo menos rendido um game que prestasse? Olha, poderia, mas ao que parece os caras estavam empenhados em recordes negativos. Batman Forever, o jogo para SNES e Mega Drive feito pelo estúdio Acclaim, é um misto de briga de rua com plataforma e que usava atores digitalizados no lugar de pixels. Até que poderia ter dado certo, mas como ressaltamos antes, havia todo um esforço coletivo para criar coisas terríveis com a franquia. 

Este esquecível game poderia ficar no seu cantinho escuro se não revelassem, quase vinte anos depois, um vídeo dos apatetados atores que fizeram parte de um dos piores games já criados. As imagens foram descobertas por Aaron, que segue compartilhando incríveis artefatos da história gamer descobertos em meio à pilha de computadores SGI Indy que pertenceram à Acclaim.

É bem capaz que você não se lembre, mas a capa de Batman Forever enfatiza três vezes que há algo de especial nos gráficos do game. É bom ressaltar que Batman Forever não empregou a tecnologia Ultimatte Cinefusion, técnica patenteada para melhores resultados em tela verde. Era uma coisa meio Mortal Kombat II, com atores digitalizados naquele gingado a la Johnny Cage.

Mas e o game em si? Bem, ele consistia numa série de lutas com duplas de capangas a serem socados por Batman e Robin em meio a sequências de plataforma que exigiam uso tão específico de gadgets que muita gente nem passou da primeira fase. Outro lance memorável é que cada capanga tem nome próprio por algum motivo. É isso mesmo: os atores deste vídeo estavam destinados a se tornarem lendas como "Pierson," "Mad Ty" e "Honker".

Talvez a fidelidade do Cinefusion não importasse muito lá em 1995 quando as principais plataformas eram VHS e o Mega Drive da Sega, mas o público de hoje certamente consegue dar valor a uns caras grandões com roupas de palhaço batendo num Batman imaginário. Ainda mais depois de saber que o resultado ficou, para não dizer infiel, uma grande bosta. Da próxima vez queria saber quem foi o taradão por fontes responsável pela versão do fliperama. Paz.

Tradução: Thiago "Índio" Silva