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A Justiça proibiu uma artista brasiliense de produzir e comercializar suas estátuas de santos pop

Ofendido, um religioso da Arquidiocese de Goiânia entrou com ação na Justiça e ganhou o caso.

por Débora Lopes
31 Maio 2016, 9:30pm

Imagem: Santa Blasfêmia/ reprodução

Em fevereiro deste ano, religiosos se incomodaram com as imagens de santos costumizadas pela artista brasiliense Ana Smile, criadora da marca Santa Blasfêmia. Em nota publicada nesta quinta (31), o Tribunal de Justiça de Goiás proibiu a artista de fabricar e comercializar suas estátuas de gesso inspiradas em personagens da cultura pop como Mulher Maravilha, Frida Kahlo, Batman e Galinha Pintadinha. A ação foi impetrada por dom Washington Cruz, religioso da Arquidiocese de Goiânia.

Caso descumpra a ordem, Ana estará sujeita a uma multa de R$ 50 mil. A decisão obrigou também que os perfis da Santa Blasfêmia no Facebook e no Instagram fossem deletados – o que já aconteceu –, e também a retirada dos produtos de uma loja física em Brasília. A decisão cabe recurso.

Imagem: Santa Blasfêmia/ reprodução

Na época, o Ministério Público do Distrito Federal recebeu diversas denúncias feitas por religiosos que ficaram ofendidos com as obras. Quando o assunto viralizou na internet, Ana afirmou que estava sendo perseguida e ameaçada nas redes sociais e até mesmo pelo WhatsApp. "Recebi comentários como 'Por que você não faz uma santa com a sua cara sendo penetrada?'", disse a artista para a VICE em fevereiro.

Para Abílio Wolney Aires Neto, juiz da 9ª Vara Cível de Goiânia, ao confeccionar imagens satirizadas dos santos representantes da Igreja Católica, Ana "está deliberadamente extrapolando ao seu direito Constitucional e obstando o direito de imagem da requerente [Igreja]".

A artista Ana Smile foi procurada pela VICE, mas não atendeu as ligações até a publicação desta reportagem.

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