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Feira da Renascença, que Porra É Essa?

Algumas semanas atrás fui a uma "feira da renascença" para ver o que pegava por lá. Levei minha câmera comigo para você também ver.

por Jamie Lee Curtis Taete
02 Julho 2012, 12:10pm

Algumas semanas atrás fui à Southern California Renaissance Pleasure Faire (Feira dos Prazeres da Renascença do Sul da Califórnia). Uma “feira da renascença”, como você já deve ter visto nos filmes, é um negócio no qual as pessoas vão vestidas com roupas supostamente antigas, falam com vozes engraçadinhas e depois... Na verdade, como sou inglês, eu não fazia a mais puta ideia do que esses norte-americanos antiquados faziam depois disso. E é por isso que fui até lá ver o que pegava por lá. Levei minha câmera comigo para você também ver.

A primeira coisa que me impressionou na chegada foi perceber como é estranho conversar com alguém que insiste em falar em um falso dialeto antigo. Você tem que tentar responder do mesmo jeito? Ou simplesmente continuar falando normalmente? Toda vez que eu tinha que falar com alguém, sempre acabava constrangido e olhava para o chão enquanto murmurrava baboseiras. 

Mas realmente gostei de ver a cara confusa das pessoas enquanto elas tentavam aplicar o jeito arcaico de falar no nosso mundo moderno. “Jovem senhor, podes inserir vosso cartão de débito nessa geringonça eletrônica de pagamento?”, ou “Você aí, garoto, espereis aqui ao lado e concedeis que o segurança olhe vossa mochila”.

A segunda coisa chocante eram as fantasias. Que eram bem impressionantes, viu?

Não tenho certeza de qual é a motivação das pessoas para usar essas fantasias. Pelo que pude perceber, a maioria não estava sendo paga para fazer isso. Eram visitantes que se fantasiavam para a ocasião. Acho que esse tipo de roupa não deve ser barata. Me pareceu um jeito caro de ser rejeitado pelas garotas.

E não venha me dizer que era “por diversão”. Não tem como usar esse monte de roupa num dia ensolarado da Califórnia e se divertir. Eu estava de bermuda e camiseta e estava morrendo de calor. 

Olha esse cara. Até o rosto dele estava coberto: ele nem podia falar com as pessoas. Isso não é diversão.

E como em qualquer evento que envole fantasia, todas as garotas aproveitaram para usar looks supersensuais. Tipo essa gata aqui.

Esse cara ficou com um visual bem foda, na verdade.

Dei uma volta pelo local. Todo o pessoal descolado estava lá. Os furries...

Caras com kilts utilitários...

Gente que lê The Chap...

E até um ou dois steampunks!

A feira também contava com algumas atividades. Uma coisa envolvendo cavalos, que fiquei assistindo um tempinho, mas não entendi muito bem o que estava rolando, e esses cavalos eram bem sem graça. Então saí fora. 

Tinha uma banda tocando esse gênero meio cigano, meio pirata que não faço a menor ideia de como chama, e eles eram bem irritantes.

E havia ainda algumas coisas clássicas da renascença rolando, como a antiga tradição dessa porra aí que eles estão fazendo na foto. 

Tinha uma peça de “comédia vulgar” acontecendo durante a tarde. Você precisava passar por um cinco cartazes como esses antes de chegar ao palco. O que parecia bem promissor. 

Mas acontece que a peça era basicamente algumas tias falando palavrões com vozes engraçadas. Aparentemente, as pessoas do passado achavam muito, muito engraçado que “gozar” e “pinto” tinham mais de um significado.

A plateia até que estava gostando. As pessoas no palco não precisavam nem fazer uma piada, era só falar “vagina” numa voz shakespeariana e as pessoas cagavam de rir. Esses norte-americanos são loucos. 

A área de alimentação era enorme. Lá tive a oportunidade de experimentar comida tradicional do século XV: químicos coloridos moldados em forma de batata, queijo e tomate. 

Estava me atracando com a minha refeição quando uma parada para a “Rainha Elizabeth” apareceu do nada.

Essa é a Rainha Elizabeth. Segui a parada por um tempo e ouvi QUATRO pessoas separadamente fazendo a piada de que preferiam que ela estivesse no comando do país em vez do Obama. Esses norte-americanos são loucos: parte 2.

Hmm. Acho que eles não tinham essas coisas no passado, dona. Ou talvez seja exatamente isso, elas não tinham bolsas antes e agora todas as mulheres do mundo estão escondendo suas algemas de pelúcia rosa e coleção de facas nelas junto com o celular e o batom?

E, finalmente, a feira mesmo. Aqui você podia comprar roupas tradicionais de stripper da renascença. 

Ou alguma coisa para as crianças. “Wee Wench” [pequena rapariga]? Não seria meio estranho uma menininha usando uma camiseta destas? 

E foi basicamnete isso aí. Mas continuo sem entender qual é o objetivo disso tudo. Acho que a ideia é comprar roupas muito caras, pagar US$ 25 para entrar num lugar onde se pode comprar roupas que não dá para usar na vida real e passear a tarde toda até morrer de insolação. É isso mesmo?

Esses caras me deram saudade de casa, então, ainda confuso, fui embora.

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