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Music by VICE

Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #130

Vamos de lentinhas que a semana tá muita pressão.

por Rica Pancita do Twitter
23 Agosto 2019, 6:31pm

Atividade galera.

Venho trazendo alguma coisa de boa nessa semana de destruição e desgraça e burrice. Espero ter conseguido. Aí essa semana foi a “semana das lentinha” só pra dar uma segurada na pressão aí que tá lá em cima ultimamente.

Certo? É isso que eu tenho de recados pra hoje. Usem blusa porque tá frio.

AGORA OS LANÇAMENTOS

----AS TOP DA SEMANA----

Brockhampton - Ginger

É disco bom. Na primeira audição não foi algo que me conquistou totalmente, mas dá pra sacar que tem qualidade no negócio. Sinto até que seja melhor que o disco anterior, iridescence, mas ainda é de se confirmar. Não vou entrar nessas de letra, até porque eu não entendo nada, mas sonoramente parece um grande encontro de homens sensíveis online. Muita baladinha de base, umas vozes muito calminhas enquanto manda as rimas, muito suave mesmo com o gravão comendo (felizmente tem muito gravão). O bloquinho do meio (de “Heaven Belongs To You” até “I Been Born Again”) tem umas batidas que meio que se parecem, não sei se foi intencional ou só calhou de usarem o mesmo preset de batidas gravonas. Mas enfim, como eu disse é disco bom.

Lana Del Rey - “Fuck It I Love You” e “The Greatest”

Belos sonzinhos de folk bem folk. Tava até pra escrever pop-folk antes, mas a única coisa de pop mesmo é a #persona da Lana Del Rey. Porque é folk só, tão folk quanto o som de umas mina indie-folk que lançaram disco esse ano também (para maiores informações leia a coluna “Sexta Lançamentos Por Rica Pancita”). O negócio tá bacana mesmo, parabéns aí pra família Del Rey.

Shannon Lay - August

Teve outro “August” que falei dela, mas era o EP com os singles, agora é o disco completo mesmo. Mas aí o comentário vai ser praticamente o mesmo, disco de folk muito muito bom, violãozinho pá, só tranquilidade, um vocal que muitas vezes lembra a Cat Power, mas não é sempre não. Mas as vezes lembra. Mas ok lembrar também, porque é vocal show de ouvir. Aí nessa semana disgracenta para o território nacional como um todo, foi uma boa ouvir esse disco aí pra dar uma baixada na temperatura. Gostei bem, dá-lhe folk.

----AS BOAS QUE TEVE----

Missy Elliott - Iconology

EP que não é lá das melhores coisas do mundo, mas ok, é bom, melhor que não ter EP nenhum. As batidas são legais apesar de você já ter ouvido igual em algum lugar, e o #flow dela continua muito bom, sim. Então é bom, apesar de ser um EP que não vai mudar o dia de ninguém (mas é bom).

Taylor Swift - Lover

Olha só, veja bem, então… É um bom disquinho pop de você passar 1 hora tranquilo, relaxando a cabeça, pá, fazendo outra coisa da vida, porque é uns pop muito padrão, muito senso comum, porém bem feitinho de ser legal de ouvir. Um violãozinho aqui, um synth 80 ali, o EDM lentinho de sempre, etc. Passou essa 1 hora e nem senti. Pra mim tá bom já.

Iza - “Meu talismã”

Um pop R&B muito de tocar na rádio até a exaustão. Tudo bem feitinho a produção, vocal show, tudo devidamente pensado pra facilitar o trabalho de programadores musicais espalhados nas FMs desse nosso país.

Diomedes Chinaski - “Uh”

Ó. Gostei do som no geral. A base tá legal, simples, sem muitas gracinha, é gravão e uns samples aí. Isso é bom. Autotune essas outras paradas de trapeiro, isso aí eu num gosto mesmo. Mas vá, essa tá boazinha.

Monsta X - Phenomenon

K-pop legalzinho, que ainda não americanizou de vez tal qual os coleguinha mais famoso. Supondo que você nem manje nada de k-pop, esse aqui eu chamo de pop de jogo de tapetinho de dança. O que é diferente de jogo de dança desses atual de repetir movimento. É pop de jogo de TAPETINHO. Essa foi a melhor definição que consegui pro k-pop TRU, que é o caso aqui. É bom de ouvir sim, eu acho, mas depois de certo tempo enjoa.

Sheryl Crow - “Story of Everything”

Aquele blues-rock dela lá. Longo (loooooongo), e com uma participação do Chuck D que sei lá o que que foi fazer aí. É bom porque sempre curti os sons dela, inclusive os mais recentes. É ruim porque é loooooooongooooo. Cabia bem um “radio edit” nisso aqui pra ficar bom de vez.

----A QUE NÃO É BOA----

Amigos - “Única”

RUIM. Ruim, mas o quanto ruim? Ruim bem ruim. Umas vozes cansadas (a do Leonardo já foi embora já), um arranjo muito tonto, o refrão (que é RUIM) sendo repetido por 1 minuto e meio. Meu Deus.

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