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Noisey

Ouça Finalmente 'RÁ!', o Segundo Disco do Rodrigo Ogi

Pesado nos flows, nos beats e na caneta, o rapper paulistano elevou o nível do game em sua carreira.

por Peu Araújo
02 Outubro 2015, 11:00am


Ogi bem de rua com a cigarrilha no canto da boca. Foto: Autumn Sonnichsen/Divulgação

Se você já ficou em choque quando ouviu o Crônicas da Cidade Cinza, lançado em 2011, se ajeite na cadeira, ajuste os fones e separe 42 minutos da sua vida para ouvir um rap de altíssima quailidade. Rodrigo Ogi lança RÁ!, seu segundo disco solo, e pega o nível de seu trabalho e joga nas nuvens. Seu flow, sua voz, sua caneta, suas referências, tudo o que já era bom em sua trajetória desde o primeiro trampo do Contra Fluxo está ainda melhor. Tá duvidando? Ouve aí, então:

“Fazer um disco é uma parada foda, que vai além”, explica Ogi. “É como se você trocasse de capa, trocasse a couraça. É que nem uma cobra que troca de pele. Quando eu fiz o Crônicas eu tinha uma cabeça, era uma pessoa, nesse novo disco eu envelheci, evoluí, aprendi mais coisa. Não só técnica de levada, de flow, de apurar mais o ouvido pra música, isso também, mas entra a evolução pessoal, a evolução da alma, mais vivência, tá ligado? Fazer um disco é isso”.

Continua

Mesmo tendo pós-graduação em rua, Ogi é nerd de várias coisas (ele até deu um papo sobre quadrinho no terceiro episódio do Estamos Vivos) e uma delas é o rap. “Posso dizer que eu sou cria do rap. Gostava de rap desde criança, comprava muito CD, tinha uma coleção pesada de rap dos anos 90, principalmente de rap gringo”. Ele explica como fez sua pesquisa da época de ouro do rap para o novo trabalho. “Nesse CD eu dei uma mergulhada legal, organizei as coisas que eu tenho aqui por ano. Eu tenho uma pasta de rap que começa em 1984 e vai até 2000. Os anos que eu tenho mais CDs são 94, 96 e 97. Deve ter uns 50 discos em cada um desses anos”.

RÁ! marca também a aproximação de Ogi com outros músicos e artistas de outras esferas. "O papo com o saxofonista Thiago França e toda essa galera começou na época das gravações do clássico disco Malagueta, Perus e Bacanaço, de 2013, inspirado no conto de João Antônio. Trabalhar com esse pessoal é mó bagagem. Os caras são músicos de verdade. Isso nunca tinha acontecido comigo de colar com os caras que fizessem arranjos e tal. Pra mim só serviu de lição. Foi uma coisa foda, uma parceria que eu fiz pra sempre. Thiago França, Kiko Dinucci e Juçara Marçal são fodas. Artistas fodas", elogia Ogi.

O álbum tem, além da bela voz de Juçara e dos arranjos de Kiko e Thiago, as participações de Rael e Mao, antigo vocalista do Garotos Podres. Tem ainda arranjos de Daniel Ganjaman, Dani Jr e Madu, os scratches de DJ Nato PK e percussão de Carlos Café, arte de Oga Mendonça e tag do Sosek, mas tem acima de tudo a produção cuidadosa do curitibano Nave, um dos mais cabulosos beatmakers dessa geração. “Esse é o segundo disco que eu produzo, mas certamente é o disco que, quando eu olhar pra minha carreira lá na frente, daqui uns 20 anos, vai ter um lugar de destaque”, conta o produtor.

Compre e faça streaming de RÁ!, segundo disco do Rodrigo Ogi smarturl.it/rodrigoogira

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