Noisey

A humanidade do Deus do Metal, Rob Halford

Batemos um papo com o icônico frontman do Judas Priest sobre o excelente novo disco da banda, intitulado ‘Firepower’, seu amor por Dolly Parton e a luta contínua pela igualdade.

por Kim Kelly; Traduzido por Thiago “Índio” Silva
19 Março 2018, 11:00am

Foto por Jack Crosbie

Robert John Arthur Halford de Sutton Coldfied, Reino Unido, é certamente um mortal como qualquer um de nós, com a diferença muito específica de também ser conhecido pelo mundo todo como o líder das lendas do metal mundial Judas Priest. Aos 66 anos de idade, ele é considerado um ícone entre ícones, um deus entre os blasfemos – e também o cara que fez uma piada de piroca em nossos primeiros dez minutos de conversa.

Por acaso do destino estou usando um microfone enorme para gravar nossa entrevista, e enquanto me desculpo por enfiar um trambolho desses na cara dele, ele solta “Não se preocupe, minha querida, não é a primeira vez!” com um sorrisinho sacana. Fico sem ação, certamente vermelha de vergonha, porque porra, aquele ali é Rob Halford do Judas Priest – crème de la crème da realeza metálica, um dos poucos patriarcas que restaram do gênero. A visão que eu tinha do antigo morador de Birmingham era a de um herói LGBTQ, excelente músico, grisalha e experiente figura política, além de defensor implacável do credo do metal pesado. Tudo isso procede, claro, eu só não esperava mesmo que ele fosse tão safadinho.

Halford atende por “Deus do Metal” antes mesmo de eu nascer em 1988 e adora toda a mística em torno disso. Quando nos encontramos em uma saleta sem janelas nos escritórios da Epic Records em Manhattan, ele entra como um vilão digno de Shakespeare, trajando couro negro, óculos escuros e aquela moleira brilhante, de olho na sua lista de afazeres do dia. Diante de tal figura, esperava encontrar com um colosso gélido quando de fato começássemos a conversar – mas recebi um caloroso sorriso em seu lugar. Num piscar de olhos sumiram os óculos escuros e veio o sotaque carregado de Halford e então falamos de tudo: do ódio por nazistas ao seu antigo sonho de atuar no teatro.

Apesar de seu talento divino, o Deus do Metal se prova bastante pé no chão. Sociável e engraçadinho, um profissional inveterado quando se trata de sua banda e seu excelente novo disco Firepower (lançado em 9 de março pela Epic Records), mas que se mostra bem contente ao falar de temas tangenciais como Game of Thrones ou seu amor pelo cantor canadense Michael Bublé (“Amo Bublé. Adoraria fazer um dueto com ele. Está me ouvindo, Michael? Vamos cantar juntos!”). No geral, Halford parece ser um homem que está extremamente confortável consigo mesmo e seu lugar neste mundo.

Tal paz veio após anos de conflito – primeiro como um garoto homossexual no armário em meio à Grã-Bretanha industrial dos anos 50, então ao longo do governo da odiada Primeira Ministra Margaret Thatcher nos anos 80, depois sobrevivendo à crise do HIV nos anos 90, assumindo sua homossexualidade ao vivo na MTV em 1998 e então chegando aos dias de hoje, em que a vida dos LGBTQ segue sofrendo ataques por parte da classe dominante. Rob Halford sempre foi um guerreiro, mas atualmente, a mensagem que quer passar aos seus fãs e às pessoas em geral é uma mensagem de amor, aceitação e esperança. “Você precisa poder falar sobre o que quer que precise, superar todo o falatório e gritaria ao redor”, diz. “Trata-se de guiar e ensinar às pessoas uma perspectiva diferente”.

Tal perspectiva é algo que já faz parte de seu trabalho junto ao Judas Priest. A banda nunca foi uma entidade política por si só, mas Halford sempre deixou clara sua postura, muitas vezes inserindo uma dose de comentários sociais em meio ao seu lirismo grandioso.

Firepower acelera rumo ao território inimigo logo de cara, e a banda não deixa barato em momento algum ao longo de seus 58 minutos de duração. Este é o tipo de disco que os antigos fã da banda pediam há tempos: impecável, veloz, gigantescto e teatral em sua essência. A capa, de autoria do artista chileno/italiano Claudio Bergamin é puro Judas Priest, um indicador perfeito do que o disco contém. Halford e seus compatriotas sempre se valeram de certo tom dramático e isso se faz presente neste novo álbum: Firepower é o 18º disco de estúdio da banda desde seu single de estreia “Rocka Rolla” em 1974, o primeiro disco desde Ram It Down de 1998 a ser produzido por Tom Allom, marcando ainda a primeira vez que a banda trabalha junto ao co-produtor Andy Sneap, que assume também as guitarras da banda ao vivo após Glenn Tipton ter sido diagnosticado com Mal de Parkinson no começo deste ano.

Ao longo de nossa entrevista, Halford mostra-se sincero ao falar de assuntos pessoais e profissionais; ele parece genuinamente feliz com a forma como Firepower acabou saindo e você também ficará caso sinta qualquer carinho pela banda (e por Halford) em seu coração. Nossa conversa foi levemente editada para fins de clareza, mas como você logo perceberá, mesmo após 40 e poucos anos de carreira, nosso querido Rob ainda tem muito o que cantar.

Noisey: Quando ouvi “Evil Never Dies”, a primeira coisa que pensei foi “isso aqui está falando de nazistas?”
Rob Halford: Infelizmente é isso mesmo. Tive uma vida longa e vi várias coisas ruins rolando pelo mundo enquanto crescia. Muitas vezes me pegava pensando se seria sempre assim e infelizmente esse é um dos defeitos da humanidade, pode ser apropriado ou só uma coincidência, mas essa faixa em especial faz referência a este defeito que ainda existe no mundo. A verdade é que o mal nunca morre, mas é sempre importante levar em consideração todos os aspectos do mundo nesse sentido, então “Evil Never Dies” acaba focando nesse lado mesmo.

Por outro lado, temos “No Surrender”, uma coisa mais “Que se foda, vou ser quem eu sou”, uma canção mais inspiradora.
Uma coisa legal do Judas Priest nesse tempo todo em que tocamos metal é que sempre levantamos a bandeira do estilo, digamos – aquele sinal de esperança de que, não importa o que estiver rolando na sua vida, há aquela ideia de superar dificuldades, uma sensação de vitória, de sair por cima. Sempre tentamos colocar essa experiência positiva nas músicas que fazemos. Então “No Surrender” é como uma declaração de intenções: da forma como vemos as coisas, não importa o que você está enfrentando, o melhor que se pode fazer é encarar esse desafio, superá-lo e nunca retroceder.

Esse desejo de superação e conquista certamente tem dado certo pra você no papel de homossexual mais famoso do heavy metal. Você se manteve aberto em relação ao tema no decorrer de anos, o que tem sido muito importante para muitos fãs de heavy metal, ainda mais agora que o momento não parece muito melhor do que o vivido nos anos 80 ou 90.
Quando se é músico, uma das coisas inesperadas que acontecem no começo da carreira é a reação dos fãs e como a sua música é importante para a vida deles, para a compreensão das coisas. Foi assim comigo. Quando me assumi homossexual, não pensei nas consequências disso e claro que o óbvio aconteceu, virou notícia e ganhou destaque. E como resultado disso, recebio belíssimas mensagens de fãs do mundo todo te dizendo que como você deu esse passo e assumiu sua sexualidade de maneira forte e orgulhosa, isso de alguma forma os ajudou na vida e só resta pensar “Uau”. Enquanto gay no metal, recebo de braços abertos a oportunidade de reforçar isso. São tempos difíceis para nós e quando se trata de sexualidade, é preciso poder falar. Quando a epidemia de AIDS varreu o mundo, até então, a comunidade gay não tinha uma voz muito forte. Tinha uma organização em Londres chamada ACT UP que era bem atuante, batia o pé na porta do Parlamento, promovia eventos e tinha um slogan bem simples – “silêncio é o mesmo que morte”, que por si só, era muito profundo.

A luta segue para mim, enquanto homem homossexual. Não serei plenamente feliz até ver igualdade na prática para todos, o que é essencial. Não creio que seja correto haver uma série de regras para cada indivíduo, não é assim que deveria funcionar.

Tendo uma posição privilegiada para observar tudo que aconteceu no metal nos últimos 40 anos, como você encara a atitude diante de pessoas que não homens brancos cisgênero heterossexuais? Tudo é muito mais variado nos dias hoje.
É, do meu ponto de vista, especialmente se tratando de gerações diferentes da minha, há uma grande aceitação e essa ideia de que todos são iguais independente de seu estilo de vida, etnia, religião. Seja lá o que for, a geração mais nova tem uma maior capacidade de lidar com isso. Sabe como é, sou um metaleiro velho, mas tenho meu Instagram e Facebook, além de diversas outras plataformas sociais, então interajo com gente de todas as gerações. Muitos dos meus seguidores são headbangers mais jovens e é ótimo estar acompanhado de gente mais amorosa e aberta, com uma visão de mundo e capacidade de aceitação muito maior que a média do resto do mundo.

Deve ser bem diferente da sua adolescência na era Thatcher.
É, eu costumava participar de paradas de orgulho gay em Londres, passando ali pela 10 Downing Street gritando ‘Maggie, Maggie, Maggie, Out, Out, Out!’. Eram tempos difíceis. Se você parar pra observar a história da comunidade LGBTQ, do meu ponto de vista, crescendo no Reino Unido nos anos 50, rolava uma discriminação horrorosa, sabe? Era muito difícil viver sua vida. Ao longo das décadas, porém, vi muitas grandes mudanças, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que é maravilhoso, mas ainda assim muitos crimes de ódio terríveis ocorrem. Perdemos pessoas da maneira mais violenta possível, é aquela falha da humanidade se apresentando mais uma vez. Temos um longo caminho a percorrer, mas fé e otimismo sempre dominam meus dias.

Crédito: Jack Crosbie

Geralmente não se encara o Judas Priest como uma banda política, mas você sempre deixou claro seus pontos de vista. Por exemplo, a mensagem por trás de “Traitor’s Gate” me lembrou de “Dissident Aggressor”.
A vida é uma coisa uma linda, mas o lance é que boa parte dela se replica. A humanidade, no geral, passa pelas mesmas coisas, de forma instintiva. Não importa de onde você é ou ou onde mora, o mesmo quando se é um letrista em uma banda: sempre tentamos passar adiante mensagens de força e poder, fazer o bem, mas ao mesmo tempo não temendo as dificuldades que vivemos. Esta faixa a qual você se refere, “Traitor’s Gate”, lida com isso. Ela fala de alguém que está literalmente preparado pra arriscar a sua vida pelo bem da rebeldia para que um bem maior possa avançar e ver. Meio que escrevemos tudo em torno de uma história maluca sobre um cara que vai ao Traitor’s Gate em Londres no Séc. XVI ou XVII. Criamos estas histórias com palavras e com a maneira como a música se constrói para passar adiante a mensagem, uma mensagem importante neste caso. Nunca tivemos medo de nos expressar, longe disso, mas não somos uma banda de motivação política, essa nunca foi nossa abordagem. Sempre tivemos um pé firme na realidade e outro na fantasia com as músicas que criamos, conhecemos nosso público.

As pessoas buscam uma válvula de escape na sua música, nos épicos heróicos e no fantástico. Tem horas em que isso é necessário.
Com certeza. A música é um grande remédio, sempre será, transmitindo sentimentos positivos e positividade num todo. Há pouca música feita no mundo que busca o contrário, sabe? Basta observar alguns dos terríveis incidentes ocorridos recentemente, alguns em eventos musicais, e vemos que logo as pessoas buscam a música para superar os problemas da época. Você vai num show, está lá pra tomar umas e ver seus amigos, bater cabeça e cantar com a banda. Você se perde naquele momento. Às vezes você entra numa máquina do tempo com o Judas Priest e vai parar nos anos 80 ou sei lá. É uma fuga, essencialmente.

O que você ouve quando está chateado?
Ah, de tudo [risos]. Alexa tem uma lista do que eu ouço. Na semana passada rolou tudo mesmo - Willie Nelson, Hank Williams, Pavarotti, Barbra Streisand, Beethoven, Michael Bublé, Eagles. Posso ficar falando disso pra sempre. Música pra mim é como um banquete, todos temos nossos favoritos, como eu que sou headbanger, mas ao mesmo tempo, e em grande parte por ser vocalista, gosto de ouvir gente cantando e adoro as diferentes interpretações que a voz pode ter de acordo com os mais variados tipos de música. Sempre estou ouvindo várias coisas pra ver o que pode me inspirar, me dar ideias para canções ou pelo prazer de ouvir aquela interpretação.

Você se meteu com teatro?
Sim, sou um canastrão do metal. Na juventude, semprea assistia filmes na TV ou ia a diversas exibições, curtindo mesma a capacidade humana para o drama e o expressionismo, pensando como aquelas pessoas incríveis desempenhavam seus papeis, foi tudo meio instintivo, sabe? Antes de terminar a escola, uma das coisas que tive que decidir é se queria estudar teatro ou seguir como vocalista, então optei pelo que me fazia sentir bem, que é cantar. Cantar é um dom. Não importa se você está afinado ou não, não tem coisa melhor do que cantar no chuveiro ou no carro com sua banda favorita. É a melhor sensação do mundo, a de cantar. Não é preciso aprender a tocar guitarra, bateria ou sei lá que. Pra mim, cantar é uma das mais puras formas de expressão, é lindo mesmo. Agora mesmo, sempre me sinto mais completo quando estou cantando – na maior parte do tempo, metal.

Fico muito feliz que o Deus do Metal tem a mente tão aberta, falando abertamente sobre gostar de coisas como Pavarotti e Michael Bublé.
É o que falávamos antes sobre música, é uma experiência tão bela e variada, uma expressão tão passional e uma experiência tão passional quanto. Você pode muito bem se dedicar a um tipo de som ou estilo e pode ser complicado te tirar dali, e tudo bem se é esse o seu rolê mesmo, isso é lindo. Mas eu gosto de experimentar tudo, ouvir tudo, ver o que tem por aí porque tem tanta coisa lá fora que pode te dar prazer e você nem faz ideia.

Preciso perguntar: quando sai algo do seu projeto de black metal? Me peguei pensando nisso enquanto ouvia esse disco, porque a intro de “Necromancer” tem essa pegada meio gélida e sinistra...
Meu projeto de black metal! Sempre tento levar adiante, mas nunca dá muito certo. Encontrei o Nergal do Behemoth recentemente e disse ‘Sabe que eu amo esse seu tipo de som. Queria molhar meus pézinhos aí e ver no que dá. Então tenho duas oportunidades bastante nebulosas ainda que verdadeiras de fazer algo com Nergal e Ihsahn. Anthems to the Welkin at Dusk, é meu disco favorito do Emperor. São dois caras incríveis que entendem muito desse mundo.

Acaba que volta pro que você faz no pessoal – sempre em busca da sonoridade mais bombástica, dramática e teatral possível. Nada nunca é demais pro Priest.
É que tem todo o potencial para experimentar, além do fato de que sempre há algo maior e mais majestoso e mais alto a se fazer. Muito do que há em Fierpower tem essa mentalidade, sabe? Só queríamos fazer um monte de músicas pesadas e clássicas, esse era o único direcionamento que tínhamos. Quando se ouve o disco, uma das maiores faixas ali é “Rising from the Ruins”, um gigantesco panorama sonoro que te leva a outro lugar. Isso me atrai por ser algo absurdamente expressivo e evocativo, mas por outro lado, você pode ouvir “Sea of Red”, que começa como uma balada bastante delicada, mas que acaba em uma grande arena. O final é gigantesco, sabe? Geralmente é disso que o Judas Priest se trata mesmo.

O disco todo soa bastante obscuro. No que você pensava ao escrever as letras de Firepower ?
De tudo um pouco. Sei do que ocorre no mundo porque acompanho o noticiário, pego isso e transformo em algo relevante para o Priest. É a mistura do mais obscuro com o mais leve, misturando tudo e entregando uma série de emoções e perspectivas das mais amplas possíveis. O grande lance da música ao criá-la é que pode acabar resultando em algo que você nunca esperava, do primeiro ao sétimo dia as mudanças podem ser gigantescas. É algo puro nesse sentido e algo que devemos ter em mente do ponto de vista do ouvinte. A credibilidade da sua música tem que ser bastante significante – não dá pra dar uma de folgado, não dá pra largar as redeas. É preciso estar seguro da convição da sua obra, pra que quando você a escute, tenha a certeza de que é aquilo mesmo que você queria dizer, e isso rola além de você e da banda, é preciso ser compartilhado com o público e certificar-se de que ele entenda. O desafio é fazer isso diferente do que nós mesmos já fizemos em 1981, entende?

Já deve ser meio que automático agora, mas tenho certeza de que nem sempre foi assim.
Não, se trata de experiência de vida. Não importa o que você faça. Se você ama o que faz e tem alegria e prazer que sentimos no Priest que vem de nosso público que nos apoia há tanto tempo e nos permitiram essa carreira no mental, tem uma frase sobre isso, algo como é preciso fazer 10.000 horas de algo antes de chegar perto do melhor que se pode ser. No papel de letrista, estou sempre evoluindo e crescendo. Mapeio tudo na cabeça, consigo ouvir antes que os outros vejam, o que pode soar maluquice, mas é como funciona pra mim.

Você lê muito?
Não tanto quanto antes. Meio que me afastei um pouco disso e não sei o que aconteceu. Costumava devorar livros, mas nos últimos cinco anos algo aconteceu. Acho que devo estar descobrindo o que é passar por um ciclo: acabo de assistir o último Piratas do Caribe no voo pra Nova York e é basicamente o mesmo filme que o anterior. Você me entende? Estou tentando encontrar algo que me estimule a pegar um livro. Vou pegar os novos de Philip Pullman e Ken Follett – ele lançou essa trilogia chamada Century que eu não consegui largar até chegar no final. Uma excelente ideia ter três livros ao longo de três déccadas com diferentes famílias e ver como tudo se liga. Nunca tinha visto algo do tipo antes. Independente de ser um quadro, um livro ou uma escultura, é preciso ter um tanto de drama.

Até mesmo os livros que você lê são épicos! Essa é uma atitude bastante old-school também. Tipo quando você ia na loja de discos quando era criança e escolhia algum que parecesse maneiraço, já que a grana era curta.
Mesmo hoje quando vemos a Rihanna com uma camiseta do Judas, é porque é uma camisa legalzona. Sempre pensamos nisso. Adoramos nossos fãs e o fato de que você pode gastar grana numa apresentação nossa nos faz querer lhe dar o melhor show possível, e isso inclui até mesmo o que estamos vestindo, seja uma jaqueta com patches ou as loucuras que eu e Ray Brown criamos. É bem divertido.

Quanto tempo leva pra você se preparar pra subir ao palco?
Bom, a coisa toda é uma arte hoje em dia. Posso ficar pronto em cerca de 20 minutos, se tiver pressa.

Foi exatamente o que Dolly Parton me respondeu quando lhe fiz a mesma pergunta.
É sério isso? Então tá. Eu e Dolly temos um lance rolando. Deus te abençoe, Dolly. Ela é uma lenda viva, um ícone, um ser humano maravilhoso. Outras pessoas com quem gostaria de fazer um dueto – Michael Bublé e Dolly Parton.

Ela é muito envolvida em filantropia também, o que é ótimo. Já que estámos encerrando a entrevista, há alguma causa em especial que você queira destacar?
Nada nesse momento, apenas cedo minha voz pra todo e qualquer elemento conscientizador e de aceitação, na verdade. Como conversamos antes, não dá pra deixar de falar desses assuntos, essas virtudes, para todos, mas especialmente para gente como eu na comunidade LGBTQ. Gosto de pensar que por vezes a mensagem se dá na música, que é o que tenho feito com o Judas Priest. Quando falo de superação, não é só pra comunidade heterossexual, é para todos. É importante que saibam disso. Estou aí pra vocês, onde quer que precisem de mim.

Kim Kelly está gritando por vingança bem ali no Twitter.

Leia mais no Noisey, o canal de música da VICE.
Siga o Noisey no Facebook e Twitter.
Siga a VICE Brasil no Facebook, Twitter e Instagram.