O SOL. Image: NSO/NSF/AURA​
O Sol. Imagem: NSO/NSF/AURA.

Essas são as imagens de maior resolução já tiradas do Sol

Cada estrutura parecida com uma célula da imagem representa uma área do tamanho do Texas.
31 Janeiro 2020, 9:00am

Cientistas divulgaram as observações de maior resolução do Sol já capturadas, que revelam a superfície da nossa estrela com detalhes sem precedentes. Cada estrutura parecida com uma célula na foto incrível representa uma área do tamanho do Texas, e elas são formadas por processos convectivos dentro da estrela além do intenso campo magnético solar.

Essas são as primeiras imagens e vídeos capturados pelo recentemente operacional Telescópio Solar Daniel K. Inouye (DKIST), localizado no Havaí, que foram liberadas para o público pela Fundação Nacional da Ciência (NSF) na quarta-feira (29).

O Sol. Imagem: NSO/NSF/AURA

O DKIST é o maior observatório devotado a pesquisa solar na Terra. Ele é capaz de identificar detalhes da superfície de 28 quilômetros de distância, o tornando três vezes mais sensível que seus antecessores. Além desses closes, o DKIST pode fazer imagens expansivas que encaixam 37 mil quilômetros do Sol no enquadramento.

Os cientistas planejam usar o DKIST para revelar alguns dos mistérios mais persistentes sobre a estrela, incluindo explicações buscadas há muito tempo sobre por que a atmosfera do Sol, chamada de coroa solar, é cerca de 300 vezes mais quente que sua superfície.

O observatório também é capaz de estudar as explosões e ejeções tempestuosas do Sol, que jogam partículas de alta energia na Terra que podem danificar eletrônicos e redes de energia. Entender esses processos vai ajudar meteorologistas a antecipar e entender climas espaciais perigosos.

“Desde que a NSF começou a trabalhar nesse telescópio baseado no solo, estávamos esperando ansiosamente pelas primeiras imagens”, disse France Córdova, diretora da NSF, numa declaração. “Agora podemos compartilhar essas imagens e vídeos, que são os mais detalhados do nosso Sol até hoje.”

Sua mãe sempre disse pra não olhar diretamente pro Sol, mas graças ao DKIST, não temos que fazer isso para ter uma vislumbre próximo desse objeto bizarro que alimenta a vida na Terra.

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