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O show do Carne Doce no CCSP foi como entrar num vórtex

A fotógrafa Filipa Aurelio acompanhou a banda em sua catártica volta aos palcos depois do lançamento de 'Tônus'.

por Filipa Aurelio; fotos por Filipa Aurelio
23 Julho 2018, 7:41pm

Foto: Filipa Aurelio

Acompanho o Carne Doce desde finais de 2015, quando quase não consegui ver um show deles numa praça no centro de São Paulo por motivos de chuva pesada. Logo depois essa chuva acalmou, veio o fim do show e perdi a oportunidade de virar fã mais cedo. Fui me encontrar com eles de novo só em abril do ano seguinte, quando estavam fazendo uma residência na Red Bull Station e logo depois começaram a gravar seu segundo álbum, Princesa. Nesse período de tempo que passaram aqui em São Paulo, tocaram no Prata da Casa, no Sesc Pompeia e dos primeiros pensamentos que tive quando pude realmente apreciar o som ao vivo e a expressividade da Salma no palco foi, meu deus, eu preciso fotografar essa banda. Lembro que chorei nesse show, foi uma experiência muito marcante pra mim.

Foto: Filipa Aurelio

Ao longo do resto do ano e em 2017, acompanhei a banda em inúmeros shows como fã e como fotógrafa, e a emoção de vê-los no palco sempre foi intensa, variando entre o êxtase, alegria, dançar até lavar minha alma, chorar e cada vez que olhava ao meu redor, reencontrava rostos amigos sentindo o mesmo que eu.

Foto: Filipa Aurelio

Fazia tempo que não assistia um show do Carne Doce e o Macloys me chamou pra fotografar esse mais recente no Centro Cultural São Paulo, que servia como lançamento do terceiro álbum da banda, Tônus. Hoje em dia, raramente fico nervosa pra fotografar shows, mas eu sentia que esse seria dos mais desafiantes e icônicos pra mim. Senti uma responsa enorme, mas fui com tudo. Foi um reencontro gostoso demais, dava pra sentir uma atmosfera de ansiedade das pessoas em quererem ouvir os sons novos ao vivo e a verdade é que a maioria do público já sabia as letras apesar do álbum ter saído menos de uma semana antes do show. Lembro que, quando terminou, me senti perdida, como se tivesse entrado num vórtex, num universo muito próprio que a própria banda cria com suas apresentações . Foi simplesmente avassalador. Sinto que eles finalmente se encontraram musicalmente, estão mais à vontade com sua identidade e mais no controle de tudo.

Veja mais fotos abaixo:

Foto: Filipa Aurelio
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Foto: Filipa Aurelio
Foto: Filipa Aurelio

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