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Sexta lançamentos por Rica Pancita

Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #116

Depois de um merecido descanso pro trabalhador, hora de listar os sons para ouvir no próximo feriado.

por Rica Pancita do Twitter
26 Abril 2019, 8:12pm

Fala tu.

Depois de um feriadinho (dois feriadinhos no caso do povo fluminense) estamos de volta para os lançamentos da semana e saber o que vai dar pra ouvir no próximo feriadinho que é na semana que vem já. Tem que aproveitar os feriadinho enquanto o poder executivo do país não tira isso da gente. Nem sei se pode, mas já visualizo o pior cenário pras coisas. Então protejam os feriadinhos.

Não saiu lá tantas coisas assim, fora que acabei me enrolando nos prazos então não deu tempo de ouvir o novo do Mountain Goats e do Guided By Voices. Teve o novo do King Gizzard & The Lizard Wizard, mas esse eu ia ficar enrolando pra deixar por último de qualquer forma.

Teve outros? Teve outros. Mas aí azar dos outros que não foram capazes de estar numa lista tão prestigiada quanto a que você verá logo abaixo.

Vamo.

----TOPS DA SEMANA----

O Terno -
O primor que tá a produção desse disco tá bem acima da média nacional. Mas beeeem acima, de ficar bem na cara mesmo, num precisa tar sendo nenhum #audiófilo. Os metais e violinos encaixaram muito perfeitinho com a banda. O som para além do rockinho indie, tem uns QUÊ de samba-soul como “Eu Vou” que é total Cassiano e “Bielzinho / Bielzinho” que é Jorjão Ben até as última. É bom o disco, viu. Parabéns aí aos jovens.

----AS BOAS QUE TEVE TAMBÉM DA SEMANA----

Marina - Love + Fear
Bom, eu não fui pesquisar porque tem esse Love + Fear. O Love já tinha saído antes, aí pinta um segundo disco Fear e ok. Deve ser tipo Fame/Monster. Mas vamo lá. O som é meio que a mesma coisa que antes, pop-eletrônico de tocar em qualquer rádio FM, mas até que foi gostosinho de tar ouvindo. Tudo bem que ouvi logo assim que acordei, então tava meio sonado, mas foi legal. Se gosta de pop-eletrônico de tocar em qualquer rádio FM, então é um bom disco.

Salgadinho - “Sol e Sal”
Sambinha show demais feat. Ferrugem. Fico imaginando se fizeram alguma sacanagem na mesa de som na hora de gravar o Ferrugem, porque tá absurdamente nítido a SUPERIORIDADE VOCAL do Salgadinho. Enfim, sambinha show.

Black Keys - “Eagle Birds”
Bom, é o blues rock lá de sempre do Black Keys. Tá bem feitinho, tá legal de ouvir, mas é zero novidades.

Kevin Abstract - Arizona Baby
Cara, bom é. Mas ao menos na primeira audição não teve nenhuma música mais PÁ que tenha me puxado a atenção, como ocorreu nos discos do Brockhampton. Fui ouvindo e ouvindo e ouvindo e aí acabou o disco. De todo o modo vale tar ouvindo, se bem que imagino que uns 70% que leem isso daqui já deve ter ouvido, cês são muito é antenado.

Two Door Cinema Club - “Satellite”
Sonzinho ok, legalzinho, mas é aquele disco-punk que é a mesma coisa já faz mais de uma década. Aí dá uma cansadinha em mim. Em vocês já não tem como eu saber.

Twice - Fancy You
Sai tanta coisa de kpop que eu nunca sei se é disco novo mesmo ou se é coletânea, ou se é regravação em japonês. Tô chutando que esse EP seja de inéditas. E seguinte… pop legalzinho, mas o povo lá meio que estagnou né, parece. Tá faltando uma novidade. Ao menos nesse EP da Twice tá a mais pura normalidade “tudo como antes”.

Foxygen - Seeing Other People
O disco começa bem qualquer coisa, bem fraquinho, mas se você for forte e sobreviver às 3 primeiras músicas as coisas começam a melhorar BEM. A metade final é boa tal qual o disco anterior deles, Hang. Fica aquele meio classic rock, meio alt-folk que pra mim tá é show. Disco bom, seria melhor se fosse um EP e tirasse aquele bloco do início. Mas enfim, vai com eles mesmo.

----AS MAIS OU MENOS DA SEMANA----

Pitty - Matriz
O som é meio bobildo, é a principal coisa que eu tenho pra falar. Não significa que é ruim, você pode até gostar (eu pessoalmente não gostei), mas é bobildo. Apesar da #amplitude de influências, um negocinho mais latino, um Bahia Pride rolando, mas o resultado final fica um pop rockinho que nhéééé… Não é pra mim. Me faz lembrar o Muse, quase todas as faixas tem um negocinho de eletrônico que não orna legal. Não gostaria de lembrar do Muse.

Emicida - “Mil Coisas”
Pop “hoje eu tô romântico”. E é isso. Cafona como o gênero exige, se não num vai ter casal falando que é “a nossa música”.

Ride - “Future Love”
Sinceramente o som ficou muito tchubaruba pro meu gosto. Muito indie pop animadinho, muito GUITAR. Aí já não me bate muito não. Indie velho já tende a curtir mais, caso você seja um indie velho.

Prettymuch - “Phases”
Popzinho bem mediano, o que é uma pena. Aí o mercado é dominado por boy band coreana e os cara fica sem saber o porquê.


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