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Como o patriarcado roubou a sexta-feira 13 das mulheres

“Antes dos tempos patriarcais, a sexta-feira 13 era considerada o dia da Deusa. Era uma data para adorar o Divino Feminino que vive em todas nós e honrar os ciclos de criação, morte e renascimento.”

por Kimberly Lawson; Traduzido por Marina Schnoor
13 Setembro 2019, 3:07pm

Imagem via Wikimedia Commons.

Antes da sexta-feira 13 ser associada com azar e uma franquia de filmes de terror que se recusa a morrer, a data era considerada um dia poderoso para celebrar a energia feminina.

Tanto a sexta-feira quanto o número 13 foram distorcidos para carregar conotações negativas, segundo Gina Spriggs, uma futurista e intuitiva holística da Carolina do Norte; ela culpa as religiões patriarcais por isso. Um mito tipicamente associado com o número 13, ela explica, “indica que alguém morreu um ano depois de comer numa mesa com 12 outras pessoas. Isso vem da Última Ceia – sabe, a pintura de Jesus comendo com os 12 apóstolos. Bom, a pintura ganhou esse nome porque Jesus morreu logo depois”.

“Agora, em se tratando da sexta-feira”, ela continua, “esse foi o dia da semana que Eva [supostamente] ofereceu o 'fruto proibido' para Adão. Sexta também é o dia em que Adão foi expulso do Paraíso, o dia que ele se arrependeu, o dia que ele morreu e o dia que ele foi cremado. E foi numa sexta – 'Sexta-feira Santa' – que Jesus foi morto”.

Mas antes do Cristianismo, a sexta-feira 13 era “um dia poderoso para energia e criatividade femininas”, escreve Tanaaz Chubb, uma intuitiva de LA que comanda o site Forever Conscious. “Antes dos tempos patriarcais, a sexta-feira 13 era considerada o dia da Deusa. Era um dia para adorar o Divino Feminino que vive em todas nós e honrar os ciclos de criação, morte e renascimento.”

Spriggs concorda, acrescentando: “Treze é um número feminino, representando o número médio das menstruações de uma mulher em um ano. Também é o número de ciclos anuais da lua – vista por várias religiões como 'feminina'”.

Uma mulher era “considerada a encarnação de poderes divinos e mágicos” quando menstruava, explica Chubb. “Ela era considerada por sua sabedoria e habilidade de oferecer mensagens intuitivas e psíquicas... Foi só quando a sociedade se tornou mais patriarcal que as mulheres foram obrigadas a sentir vergonha quando menstruavam, e ignorar seu incrível potencial de criar e manter espaço para uma nova vida. Essa atitude ajudou a contribuir com a ideia de que a sexta-feira 13 é um dia de azar.”

Em vez de se trancar no armário com medo do que o dia de hoje pode trazer, Spriggs sugere celebrar Vênus, a deusa do amor, e todas as energias boas que a sexta-feira 13 pode oferecer: “Use rosa – pode ser uma roupa de baixo rosa – compre flores rosas, acenda uma vela rosa, beba chá de pétalas de rosa ou carregue um quartzo rosa com você”.

“Minha mãe dizia que algo bom sempre acontecia com ela na sexta-feira 13”, ela continua. “Neste dia, com as energias da Deusa redobradas, considere a mistura de sorte das condições, químicos, elementos e energias certos, e faça sua própria mágica.”

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