Viagem

Fotos do 2 de Fevereiro em Salvador

Odoyá.

por Carla Castellotti; fotos por Caroline Lima
05 Fevereiro 2018, 5:31pm

Um cheiro quente e calmante de alfazema enche a Casa de Iemanjá, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. É véspera do 2 de fevereiro quando chego ao lugar repleto de imagens da Rainha do Mar. Visitantes jogam moedas como oferenda ao orixá mais popular do Brasil anunciando que o Dia de Iemanjá será marcado por pedidos e agradecimentos à mãe do mar, uma figura protetora, mas severa. Divindade da fertilidade. Que dá e tira. Que pede a volta de seus fiéis.

Às seis da manhã do dia 2 de fevereiro, a praia do Rio Vermelho já está repleta de gente com flores e balaios de oferenda nas mãos. Uma fila enorme de fiéis serpenteia por entre as ruas do bairro. Todos à espera de uma benção. Imagens católicas dividem espaço com imagens de Iemanjá, ramos de arruda, grãos variados e outros itens são usados por pais e mães de santo que oferecem Axé aos passantes. O sincretismo é tão forte em Salvador que um padre da igreja católica divide o mesmo espaço que pais e mães de santo com uma mensagem contra a intolerância religiosa.

Na beira-mar do Rio Vermelho, fiéis da Umbanda e do Candomblé fazem rodas em que dançam e cantam. Uma infinidade de gente lança suas oferendas ao mar. Vejo duas mulheres soltando um barquinho com a imagem de Iemanjá no mar. Elas batem palma e cantam em sinal de reverência, agradecimento, devoção. É dia de Janaína. Odoyá.

Foto por Caroline Lima/VICE Brasil
Foto por Caroline Lima/VICE Brasil
Foto por Caroline Lima/VICE Brasil
Foto por Caroline Lima/VICE Brasil
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Foto por Caroline Lima/VICE Brasil
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