Vamos arejar o pandeiro

Por Rui Marçal



Pouco depois da speaker da CGTP dizer que “foi uma grande jornada, por hoje é tudo mas a luta continua” chegou um batalhão de malucos, os Ritmos de Resistência. Aqueles que acham que é tudo uma cena de energias acabaram por dar uma lição a toda a gente. Marchavam ao som dos tambores, em formação militar mas pintados e vestidos como palhaços. Tivemos o Pluto, o Ché com nariz de palhaço, o palhaço com nariz de danoninho… Todos eles fizeram parte de uma pequena representação em que gozavam com toda a gente: políticos, polícia, manifestantes, eles próprios — não sobrou ninguém.













Esta representação foi divertida porque trouxe cânticos e lutas de almofadas. Quem ali esteve não foi poupado a algumas almofadadas e aquele pedaço deixou toda a gente bem-disposta. Sobretudo uma senhora que teimava em enfiar uma cenoura no cu do pessoal para depois a pôr na boca. Confesso que me perdi um bocado nesse momento. Depois, para terminar em beleza, o pessoal mostrou o rabo ao parlamento e fez-se uma roda ao ritmo do samba que chegou para atingir a meia dúzia de manifestantes que sobraram da CGTP e que não se importaram de dançar.



Quando já iam embora, ainda nos lembraram que os nossos rivais não são os polícias, mas sim os bancos e foi por isso que entraram na agência do BCP, mostrando que a polícia viria logo atrás para que nada acontecesse. Sem eles, tudo isto tinha sido apenas mais uma manif da CGTP. Devemos-lhes isso.





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