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A importância de Malcolm X para o rap nacional

Ilustres rappers comentam a importância da biografia e ideologia do líder negro norte-americano e símbolo da luta contra o racismo para o ethos do hip hop brasileiro.
21.2.17

"O rap é a única música que reúne multidões pra falar de consciência" dizia Dexter no documentário Favela no Ar, lançado em 2007. E é assim desde o começo da década de 80, quando o hip hop começou a surgir no Brasil, um país que acabara de sair do regime militar, com justiceiros agindo nas periferias de São Paulo matando dentro das favelas, e, no centro, skinheads perseguindo e matando negros. O preto periférico caminhava sem voz e em condições sub-humanas de sobrevivência. Mas ao receber as boas novas de que, em um outro lugar, um preto como eles se fez ser ouvido e reivindicou direitos para si e seu povo, algo começou a acontecer.

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Nesta terça (21), completam-se 52 anos do assassinato do icônico Malcolm X, o revolucionário líder norte-americano e símbolo da luta contra o racismo. Dono de uma oratória espetacular, discurso inflamado e libertador, e uma disposição militante imensa, teve sua personalidade forjada durante a dura trajetória de vida, a qual registrou em sua autobiografia, que em muito contribuiu para que, anos depois, os negros brasileiros se identificassem com sua vivência e se inspirassem em sua ideologia.

Leia o restante da reportagem no Noisey.