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O Que Aconteceria se um Asteroide do Tamanho da Terra Batesse na Terra

Existe uma ferramenta online para calcular o potencial apocalítico de vários cenários de impacto, inclusive esse de um planeta batendo no outro.
​Lá se vai a vizinhança. Crédito: Don Davis/NASA.

Nesta terça-feira, 26, uma enorme pedra espacial desviou da Terra por uma margem pequena de 1.198.961 quilômetros, ou mais ou menos a distância da Terra à Lua. Com um diâmetro de 550 metros e uma velocidade de 56.327 quilômetros por hora, o asteroide conhecido como​ 2004 BL86 era tão brilhante em alguns pontos do céu que era visível com binóculos. Cientistas não esperam que outro objeto desse tamanho passe tão perto da Terra até 7 de agost​o de 2027.

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Até agora tivemos sorte, mas, especulando, e se o asteroide 2004 BL86 não estivesse só de passagem? E se tivesse se arremessado até nós só um pouco mais cedo e, em vez de sair voando livremente pela órbita da Terra, tivesse colidido bem nas nossas cabeças? Quão grande seria o dano?

Trajetória do sobrevoo. Crédito: NASA/JPL-Caltech.

Felizmente, existe uma ferramenta online para calcular o potencial apocalítico de vários cenários de impacto. Coordenado pela Universidade de Purdue, o Impact Earth permite ao usuário colocar detalhes sobre asteroides, cometas e outras armadilhas cósmicas fatais. Depois, ele tritura os números sobre as consequências.

Eu dei à calculadora os detalhes conhecidos do asteroide 2004 BL86, incluindo seu diâmetro e velocidade. Eu coloquei um ângulo de alcance médio hipotético de 45 graus e especifiquei que o asteroide bateria em terra, não em água. Então, eu pedi para me dizer qual seria o estrago em um quilômetro de distância do lugar de impacto. Depois de uma dramática animação de um asteroide caindo na Nova Inglaterra, o Impact Earth me deu um resumo da catástrofe desenhada.

Naturalmente, não foi bonito. "O projétil começa a dissolução a uma altitude de 49.800 metros", previu o Impact Earth. Seria fraturado até a hora de bater no chão, chegando à superfície em uma velocidade de 12,8 quilômetros por segundo.

A energia liberada seria por volta de 5,120 megatons, que é 100 vezes maior do que a maior bomba nuclear já detonada. Deixaria uma cratera de um diâmetro de 5,85 quilômetros e uma profundidade de 2,03 quilômetros – dimensões parecidas com a cratera de Wetumpka no​ Alabama. Como a calculadora estava na categoria "Dano Global", o impacto não seria o suficiente para romper a Terra em um nível global alterando sua órbita ou sua inclinação axial.

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Impacto no oceano. Crédito: NASA.

Eu coloquei esses números de novo, dessa vez colocando a ferramenta para projetar o que aconteceria se eu estivesse a 500 quilômetros do impacto. Dessa vez, me deu muito mais informação sobre os efeitos de longo alcance do desastre (do que eu reuni, ficar a um quilômetro longe praticamente se resume a vaporização instantânea).

O efeito mais imediato seria um terremoto massivo, que chegaria cerca de 1,67 minuto depois do impacto e registraria 7,1 na escala Richter. Então, uma tempestade de partículas de poeira choveria na minha nova posição após seis minutos do impacto. Finalmente, uma rajada de ar de 67 decibéis atingiria minha localização depois de 25 minutos do impacto.

Em resumo, a colisão seria um terrível desastre natural que causaria estragos em comunidades por milhares de quilômetros em volta do lugar do impacto. Enquanto isso não é exatamente uma surpresa, é interessante notar os detalhes da catástrofe em uma ferramenta online tão sofisticada.

Também é meio viciante. Depois de modelar o potencial da colisão do 2004 BL86, eu imediatamente quis desenhar impactos ainda mais loucos. Depois de modelar o impacto do dinossauro destruidor Chicxulub e jogar objetos do tamanho da Austrália em águas costeiras rasas, eu decidi ir lá e jogar outra Terra na Terra.

Desenho conceitual do impacto do Chicxulub. Crédito: NASA/JPL-Caltech.

Então, caso você esteja se perguntando o que aconteceria se um planeta gêmeo colidisse na velocidade da nossa própria órbita, aqui está o que a calculadora tem a dizer sobre isso: "A Terra está completamente destruída pelo impacto e seus detritos formam um novo cinturão de asteroides orbitando o Sol entre Vênus e Marte".

"100% da Terra está derretida", continuou. "Dependendo da direção e local da colisão, o impacto pode causar uma notável mudança da inclinação axial da Tera (menor que cinco graus). Dependendo da direção e do local do impacto, a colisão pode causar uma mudança na duração do dia para 1.500 horas. O impacto não muda a órbita da Terra notavelmente".

Aí está: a consequência de uma luta planetária. A Terra pode ser completamente derretida e rotativamente, mas, porra, ela vai se mover para fora da sua órbita durante uma guerra de territórios cósmicos.