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Música

Oito canções para desfrutares do teu copo de whisky em qualquer situação

Deixaste de ter desculpas para não apreciar o teu whisky.
03 September 2014, 10:20am

Poucas relações no mundo terão tanto sucesso como aquela que existe entre a bebida e a música. Se são mais do que conhecidos os exemplos de criadores cujo recurso aos copos resultou em tantas e tão boas canções, também podemos dizer que existem muitas malhas que tiram proveito do cocktail ideal para que se ajustem perfeitamente à ocasião (existindo até uns sites dedicados à matéria).  Neste capítulo, o whisky assume particular distinção, seja pelas suas características, pela sua sofisticação e até pela sua história. Assim sendo, e capturando o melhor das duas vertentes acima mencionadas, aqui fica um alinhamento de canções para desfrutarem à brava do vosso copo de whisky nas mais variadas situações: na alegria ou na tristeza; em companhia ou em modo solitário; puro, com gelo ou água.

TOM WAITS — “Kentucky Avenue”

Não há melhor personificação do combo whisky + cigarros do que o Tom Waits. A Kentucky Avenue é das canções que melhor ilustra o porquê de adorarmos o californiano que, em registo quase autobiográfico e naquela rouquidão de voz bem típica, nos faz acreditar que este seria um tipo que poderíamos encontrar num qualquer bar às quatro da manhã, com um copo de scotch em cima da mesa e pronto a ensinar-nos tudo sobre a vida

THIN LIZZY — “Whiskey in the Jar”

Muitos, provavelmente, conhecerão a “Whiskey in the Jar” cantada pelos Metallica (uma versão num universo de dezenas), mas na realidade trata-se de uma canção tradicional irlandesa, relatando a odisseia de um viajante numa história de ganância, traição e amor. Documenta a bebida como o fiel (e muitas vezes único) companheiro de tantas aventuras e que lhe proporciona esse charme único e distinto.

BOHREN & DER CLUB OF GORE — “Prowler”

E agora algo completamente diferente: fechem os olhos e imaginem-se, lá pela uma da madrugada, numa viagem de negócios, num qualquer

rooftop

 em Nova Iorque ou coisa do género. Não estará ao alcance de muitos, mas se ouvirem esta canção destes

experts

germânicos de ambient/jazz, garantimos que é o mais próximo dessa experiência que podem alcançar neste momento. Quase conseguem sentir a alcatifa do

lounge

executivo nos vossos pés.

WILLIE NELSON — “Whiskey River”

Quando te pedem para dizeres de imediato três nomes de músicos country, existem enormes probabilidades do Willie Nelson ser o primeiro dos nomes mencionados. Verdadeira lenda viva norte-americana, o agora octogenário texano canta os desgostos de um coração abandonado e pede que o rio de whisky nunca seque, já que é tudo o que na vida o aquece, física e espiritualmente.

MODEST MOUSE — “Polar Opposites”

"I'm trying to drink away the part of the day that I cannot sleep away". A linha principal de uma das óptimas canções de Modest Mouse define na perfeição as situações em que o melhor a fazer é mesmo colocar um copo sobre o assunto. O contraste entre a melodia boémia e a lírica mais ponderada faz desta uma canção ideal para qualquer das situações em que se justifique uma bebida. Queres só curtir a noite com amigos sem grande destino? “Polar Opposites” é a sugestão ideal.

FRANK SINATRA — “Only the Lonely”

Poucos conseguem tornar a solidão num sentimento com tanto charme, sofisticação e

coolness

quanto o Frank Sinatra e “Only the Lonely” é um dos pináculos de tal proeza. Se o tom melancólico mas vigoroso do tema não for o suficiente para vos secar a garganta e exigir um trago de whisky, basta então dizer que

the Voice

 era um fã incondicional da bebida. Façam-no em jeito de homenagem.

THE DOORS — “Alabama Song”

A “Alabama Song” dos Doors está para o whisky como a “We Are The Champions” está para uma vitória na Liga dos Campeões: é demasiado óbvia, mas não pode faltar. Mas não se deve apenas ao receio da fúria popular pela sua não-inclusão que ela aqui está presente: apesar de tudo isso, não deixa de ser uma grandiosa malha.

CHEERS — “Theme Song”

Quando tudo o resto falha, o melhor mesmo é fechar os olhos e imaginar que somos o Kelsey Grammer ou o Woody Harrelson enquanto nos dirigimos para o tasco da esquina para que, por umas horas, a única preocupação que nos passe pela cabeça seja o quão fresco está o nosso whisky. Porque ali, ao menos, toda a gente sabe o nosso nome.