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Nossos GIFs Provam que o SP Rap foi Firmeza Demais

A gente colou na primeira edição do festival e saiu de lá com uma ótima impressão e umas excelentes ilustrações.

De Zona Oeste a Capão, de Leste a Região, Norte Oeste tipo Canão: se as quebradas de São Paulo são berço do hip hop brasileiro, o centro embalou e levou ele pra passear. A história que a gente manja corre desde Nelson Triunfo e b-boys na São Bento, passa pela prisão dos Racionais MCs em 94, envolve os grafiteiros riscando e pixadores agendando tudo quanto é prédio e, saltando uma penca de páginas, chega ao SP Rap de 2014 — o festival que ilustra o mais recente e pesado capítulo dessa fita. A gente colou no rolê pra bancar essa ideia.

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Não que precisasse. O rolê se garantia porque, além de rolar a céu aberto na Praça das Artes, foi um evento com mais de trinta artistas escalados pra shows gratuitos. E ainda tinha um espaço pra grafitti, b-boys e b-girls encerando a pista e um sol generoso combinando com a cerveja ou a água dos ambulantes. “Isso é a prova de que estamos mais fortes do que nunca. A gente aprendeu a andar, agora temos que aprender a correr”, disse o KL Jay pouco depois de esmerilhar as picapes indo de clássicos do Wu-Tang a bases mais recentes do Criolo.

Quem colou também viu a Negra Li subir ao palco pra tocar com o RZO em nome dos velhos tempos e, em nome dos novos tempos, o encontro da Karol Conká com o Rincon Sapiência. Ele mesmo tinha apresentado seus novos sons horas antes, seguido pelo fluxo do DJ Cia, do Projetonave, da Flora Matos e, mais tarde, pelo Boogie Naipe, o mais recente projeto do Mano Brown pontuado pelos falsetes do Lino Krizz. E, se mesmo assim não ficou claro o quanto o negócio foi embaçado, a gente emenda uma série firmeza de GIFs pra fechar o papo.

O mano fazendo vento com seu windmill enquanto o santista vai sentindo o flow.

Quando o Mano Brown mandou “Vida Loka (Parte I)” a praça ficou pequena.

E ele abriu o show com “Boa Noite SP”, aspirante a mais um hino da cidade.

Não precisa perdoar: o DJ Asma deixou a rapazeada sem fôlego.

Sem o RZO, o DJ Cia segurou a banca.

Certa vez o KL Jay disse: “o DJ é o psicólogo da balada”. A gente fica no divã.

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O DJ Naomi, dois em um, faz scratch e rima.

A Flora Matos fez um dos grandes shows da noite.

DAMN!

São coisas de Brasil, disse o Rincon sabiamente.

De Pirituba pro centrão, periferia e RZO resistem.

A Negra Li colou pra lembrar uma parceria de tempos.

O Thaíde tem história por aquelas ruas e não podia deixar de chegar junto.

Todos os GIFs por William Alencar.