Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #119

Essa semana foi tão boa de sons que não precisaremos pedir o impeachment dela.

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17 Maio 2019, 8:31pm

Alô galera.

Chegou a coluninha sensação da crítica musical brasileira. Imagino eu. Bom, num mundo JUSTO ela seria. Mas sei lá também, ó esse país como que tá bagunçadão.

Mas vamo deixar pra lá isso de estado-nação e focar nos lançamentos mesmo que essa semana tá Ó (estou apertando a ponta do polegar e do indicador no meu LÓBULO AURICULAR).... é assim que tá os lançamentos essa semana de tão bom que tá.

Então vamo então? Que eu tô sem assunto pra ficar enrolando?

Vamo então.

----AS JOIA DA SEMANA----

Tomer Yeshayahu - Monument

Esse aqui eu falo e falo e cês ainda nem tchum. Tá na hora de se ligar já, é o terceiro álbum dele lançado e, muito coincidentemente, é o terceiro que eu coloco entre as #top. Porque é som #top. O disco é de indiezinho alt-folk muito do bonitinho e com influência do folk deles lá, da música iídiche e do bouzouki, aquele instrumento grego que é tipo um bandolim (fui pesquisar no wikipedia pra saber que é grego). Enfim, não tem uma faixa ruinzinha, o vocal do cara é muito bom, a produção tá muito da bem feita. Alguém faz o favor de ouvir e me comenta depois, não quero tar falando sozinho pela terceira vez.

Tyler, The Creator - Igor

Meu Deus, mas é baita disco. Baaaaaaaita disco. Com certeza boa parte que tá lendo isso aqui já ouviu o disco, então se você faz parte do outro grupo vamo se coçar aí. Não querendo fazer comparativo (mas fazendo), ele não bateu tããão forte em mim quanto o Flower Boy. Mas tem que ver que o Flower Boy bateu demais daquela vez lá, ia ser difícil mesmo alcançar. Mas enfim, só sonzeras, só gravão distorcido, batidas show, soul e R&B pegando forte nas melodias e nos samplers, tudo perfeitinho perfeitinho. Mó disco.

Mike Patton & Jean-Claude Vannier - “On Top Of The World”

Ow, legal esse som aqui, hein meu. Tá aí um que eu não esperava nada. Num sei bem se dá pra chamar essa faixa de um standard, mas pode ser meio que uma balada rockinho-AOR meio doidera. O Patton dá uns gritão metal no refrão que eu acho que não precisava muito não, mas tá no direito. Mas ow, gostei. Top.

Interpol - A Fine Mess

Em algum momento aí eu falei da música “Fine Mess”. Joga aí no Google que você acha. Agora é o EP Fine Mess. E bom, acho que devo tar falando a mesma coisa que antes. O Interpol desde o Marauder tá só sucesso. Nesse EP aqui até a mais fraquinha, “Thrones”, tá boa. Fraquinha, mas boa. As outras duas que ainda não tinham saído já tão bem mais daorinhas. Mó som, mó qualidade, mó capricho. Boa.

----AS OUTRAS DA SEMANA QUE TAMBÉM TÃO BOAS----

The Black Keys - “Go”

É os bluezinho sujo (pop) lá dos cara lá. Num tá de todo mal, aliás tá bom, mas é esquema manjado. Tem dia que dá uma cansada disso aí. Mas se cê tá nessas de blues sujinho, vai que é tua.

Injury Reserve - Injury Reserve

Gostei bem do início do disco. Bem bem bem. Mas aí do meio pro final dá uma caída boa, já fica umas batida mais bobinha, sem muita graça. Mas dava pra pegar umas 5-7 músicas e fazer um EP topzão, deixo “GTFU” e “Three Man Weave” de exemplos. Enfim, é boa. Ouve lá, faz um catadão do que te interessar mais pra tua playlist e é isso aí.

The Juan Maclean - “Zone Non Linear”

Num é das maiores obras deles, mas ainda assim é uma boa faixa eletro-disco de fazer sucesso em pistinha. É basicamente fazer uma linha de baixo boa, uma bateria eletrônica bem programadinha, e já é meio caminho andado. Boazinha.

Conchita Wurst - “To The Beat”

Pop-EDM legalzinho até, bem feito, meio manjado também. Num sei nem se dá pra chamar de eurodance porque já ouvi esse tipo de pop eletrônico nas mais diversas nações do globo, incluindo o nosso Brasilzão. É desses pop de FM que tá tendo aí, cê tá ligado qual que é. De todo modo, é uma faixa boazinha.

The National - I Am Easy to Find

Esse aqui eu não ouvi inteiro, não. Primeiramente porque dura 1 hora, e eu não tô com tanto tempo disponível e, segundamente, porque não é a minha onda. Eu sei que não é a minha onda, eu dei play sabendo que não é a minha, e qual a minha surpresa em descobrir que esse som: não é a minha? A vida dá várias surpresas mesmo. Mas enfim, esse indie folk lentaço, com uns efeitinho eletrônico, vibe tristinha, é meio o que todo mundo espera ouvir deles né? Se for isso que você espera de um disco deles então, parabéns, vai encontrar mais 1 hora de indie folk tristinho. Boa, mas com certeza não é a minha.

Tássia Reis - “Ansiejazz”

Som gostosinho, de base jazz mais lentinho, segurando no baixo, com um QUÊ de Nova Brasil FM que, sinceramente, eu já tô velho o suficiente pra gostar de uns Nova Brasil de vez em quando. Os instrumentos limpíssimos, esse backing aí, enfim. É legalzinha.

----AS MAIS OU MENOS SÓ DA SEMANA----

Carly Rae Jepsen - Dedicated

Bom, já tinha sido lançado 1/3 do disco já e não tava grandes coisas. Aí as faixas que sobraram também não salva muito. Muito pop electro-oitentista-saudosista-sem inspiração nenhuma que, nos melhores momentos, lembra as mais fraquinhas da Kyle Minogue da última década. Não é ruim, mas é muito senso comum pra quem ouve essas produção que vai na onda do pop-80’s. É okzinho, mas dispensável também.

PK - “Indomável”

É desses rap acústico aí, só que com o Belo. Se fosse o contrário, ou seja, uma música do Belo com essa melodia de quatro notas (os cara tem que parar com essa de melodia de quatro notas), que aí no meio alguém mete uma rima, aí eu iria gostar mais. Não que iria achar grandes coisas, mas prefiro. Enfim, bem medianazinha.

Charli XCX - “Blame It On Your Love”

Um tanto decepcionante, preciso dizer. Mas aqui é um caso que eu boto expectativa acima da maioria dos casos. Porque, bem, tá aí a discografia dela disponível pra você saber o porquê. Mas aí vem esse popzinho eletrônico nada demais, #padrão, aí é complicated. Okzinha.

Slipknot - “Unsainted”

Nhééé. Metal pra adolescente feito por uns cara mais velho que eu. Se bem que podemo debater em algum outro momento se tem metal que não é feito para adolescente. Mas em outro momento, agora eu tô de boa. Sobre a música, é fraca, mas não é ruim. É só um metalzinho tonto.