Converse Rubber Tracks

No seu novo EP, o Motor City Madness faz um som no clima de desolação pós-apocalíptica

Em 'Gravediggers', o quarteto stoner-garage-punk-rocker solta cinco novas músicas gravadas na Austrália via Converse Rubber Tracks.

por Eduardo Ribeiro
24 Junho 2016, 6:09pm

O clipe acima, lançamento exclusivo do Noisey, é a faixa-título do novo trabalho dos porto-alegrenses do Motor City Madness. Já faz pouco mais de um ano desde que publicamos sobre eles por aqui. Entre o lançamento em questão, o álbum Dead City Riot, e a fase atual, pouca coisa mudou. A não ser a experiência da banda ter atravessado três oceanos e percorrido 40 mil quilômetros em cinco dias. Essa jornada, mais um fruto do Converse Rubber Tracks, proporcionou ao conjunto de Porto Alegre gravar o novo EP, Gravediggers, no renomado 301 Studios, em Sydney, Austrália. “A gente é muito fã de várias bandas de lá”, conta o vocalista e guitarrista Sergio Caldas sobre a experiência. “Tipo Radio Birdman e Saints, não tinha como dar errado. Era jogo rápido, poucos dias, duas sessões de gravação. Mas né, pensamos: puta boiada, tudo bancado, nego pagando de artistão, vamo nessa.”

Todas as cinco músicas foram gravadas nessas duas sessões de oito horas. O que poderia significar pouco tempo para alguns artistas, para o MCM foi tranquilo. Os caras já gravaram, afinal, um disco inteiro nesse tempo. Segundo o frontman, a preferência é sempre pelo registro ao vivo, e dessa vez não foi diferente: “Podíamos pedir os instrumentos e equipamentos que a gente queria, isso foi muito legal. Mas rola uma parada de identidade do som que não dá pra ficar com muita frescura. Nós curtimos gravar ao vivo, todo mundo junto, vibe de show mesmo.”

Tal qual o nome do play entrega, o quarteto continua na onda da caveira podre, do sangue e da confusão. O instrumental pode ser descrito como um stoner-garage-punk-n-roll motorizado e cheio de pegada. Por sua vez, as letras seguem uma linha que já vem desde os primeiros trampos, aquele lance pós-apocalíptico tipo Mad Max, Fuga de Nova York. “São histórias que narram acontecimentos em uma cidade imaginária, e que foi o lance do disco passado. Na real, conhecemos tanta gente bizarra de verdade que esses personagens poderiam viver nesse lugar, tranquilamente”, arremata o músico. Curta a sonzeira em primeira mão e assista também a um mini doc do grupo na Austrália:

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