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"Amanhã Vai Ser Pior", o novo clipe do Facada, é um funeral da esperança

Com cenas que remetem à política brasileira desde os tempos da ditatura militar, a banda cearense de grindcore dispara uma nervosa crítica ao que chama de “evolução da burrice”.

por Eduardo Ribeiro
28 Junho 2016, 4:00pm


Foto por: Deivyson Teixeira

Uma sucessão de imagens dos presidentes que o Brasil já teve desde a ditadura militar surge freneticamente na tela. Entrecortado por cenas ao vivo, o novo clipe do Facada, “Amanhã Vai Ser Pior”, é um brutal protesto grindcore contra aquilo que a banda chama de “evolução da burrice, da contrariedade, de atitudes primitivas e do pensamento retrógrado”. E o release ainda frisa: “E pensar que a maioria das pessoas ainda é manipulada pela mídia e acredita nela, infelizmente”. A letra da faixa, tirada do álbum Nadir (Laja Records/Black Hole), bate forte na ideia de que a esperança numa reciclagem política não é uma possiblidade. “A esperança está enterrada”, nas palavras do baixista e vocalista Carlos James.

Se não há futuro, ao menos o réquiem para a democracia, na versão do Facada, é um puta som com um clipe impactante de tão louco que ficou. A ideia surgiu de uma conversa que o James teve com os responsáveis pela obra, o Ailton Lucena e o Tomás Moreira, assim que se confirmou a participação do grupo no Palco Test da Virada Cultural de São Paulo deste ano.

Quatro câmeras captaram diferentes ângulos do show. Isto preservou a agilidade da edição feita pelo Tomás, um cara que tem se destacado no underground por trabalhos como o DVD do split D.E.R./Violator, o DVD do Paura, e pelo clipe “Direção/Desastre”, do Test. O Ailton, por sua vez, que assumiu a produção do audiovisual, também conta com trampos legais nos cenários hardcore e metal, como o documentário do Palco Test 2015 e os registros do Kool Metal Fest. Saca só o resultado:

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