O trabalho documental de Maggie Steber abre caminho para o futuro do fotojornalismo

PorTasneem AlsultaneMaggie SteberTraduzido porMarina Schnoor

As fotógrafas Tasneem Alsultan e Maggie Steber compartilharam seu trabalho na nossa edição anual de fotos.

Para nossa edição de fotos deste ano , falamos com 16 fotógrafos em ascensão e perguntamos que fotógrafos os inspiraram a entrar para o meio. Depois abordamos seus "ídolos" para saber se eles estavam interessados em publicar trabalho na nossa edição. O que nos deram, achamos, cria um diálogo único sobre a linha de influência entre jovens artistas e fotógrafos com uma carreira mais estabelecida. Esta matéria apresenta os trabalhos de Tasneem Alsultan e eu ídolo escolhido, Maggie Steber.

Tasneem Alsultan, que nasceu nos EUA e cresceu na Inglaterra, viajou para a Arábia Saudita para fazer sua tese e, depois de completar seu mestrado na Portland State University, decidiu pegar uma câmera pela primeira vez. Depois de se estabelecer como uma fotógrafa de casamentos requisitada, ela mergulhou nas questões sociais da sua região, usando suas imagens para explorar os espaços entre o livro sagrado de sua fé e as vidas de mulheres como ela – mulheres que se casaram muito jovens e se divorciaram contra a vontade das famílias, e conseguiram superar tudo isso. Alsultan encontrou histórias de viúvas, divorciadas e esposas felizes. Ela retrabalhou fotos antigas que fez de cerimônias de casamento. Fez retratos de sua filha e sua avó. Com isso ela procura mostrar todas as concepções de amor.

Foto por Tasneem Alsultan.
Foto por Maggie Steber.

Nos anos 80, Maggie Steber estava no Haiti cobrindo as turbulências sociais e políticas que vieram com a queda dos 30 anos da ditadura de Duvalier: a primeira tentativa de uma eleição democrática, que acabou com massacre de eleitores e votações canceladas; um ataque em 1988 à igreja de Jean-Bertrand Aristides, o padre que mais tarde se tornaria o primeiro presidente democraticamente eleito do país; e a restauração de Aristides ao poder pelo governo de Bill Clinton em 1994, depois de um golpe militar em 1991. Mas com o tempo, Steber sentiu que estava contando só parte da história. Ela queria focar nos aspectos comuns da vida durante esses períodos de caos, então durante períodos mais pacíficos e tranquilos, ela começou a viajar para "o interior do país onde o Haiti real vive, para encontrar a beleza, a magia, a resistência, a força, o coração e a alma de seu povo extraordinário". Suas fotos, como as apresentadas aqui, mostram que mesmo que os haitianos vivam entre pobreza e violência, isso não os definiu.

Foto por Maggie Steber
Foto por Tasneem Alsultan
Foto por Maggie Steber
Foto por Tasneem Alsultan
Foto por Maggie Steber
Foto por Tasneem Alsultan
Foto por Maggie Steber
Foto por Maggie Steber

Tradução: Marina Schnoor

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