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Sexo

As cinco regras para ser bom de cama

Pesquisadores peneiraram a coisa toda pra você.

por Grant Stoddard; Traduzido por Marina Schnoor
28 Setembro 2018, 3:47pm

Inti St. Clair / Getty

Generalizar o que torna alguém “bom de cama” é complicado. Simplificando, o que as pessoas acham satisfatório varia muito de indivíduo pra indivíduo. Mas tem algumas coisas básicas que uma pessoa boa de cama tende a fazer. Sabemos disso porque pesquisas mostram uma correlação entre elementos aparentemente instintivos das ações de alguém e o nível de satisfação sexual de seus parceiros. Digo aparentemente instintivos porque a pessoa pode ter aprimorado suas técnicas lendo matérias parecidas com esta.

Independentemente disso, os efeitos são basicamente os mesmos: uma vida sexual melhor e um parceiro mais feliz. De maneira interessante, dar e receber sexo bom está ligado a vários resultados positivos que não tem a ver com transar – incluindo relacionamentos mais satisfatórios, salários mais altos, uma saúde melhor e menos probabilidade de questões de saúde mental como ansiedade e depressão. Se essas coisas são interessantes pra você, continue lendo pra saber se você está no caminho certo.

Fazer seu parceiro se sentir sexy

Um estudo de 2010 investigou a satisfação sexual das participantes mulheres e descobriu que isso é quanto mais confiante alguém se sente, maior a probabilidade da pessoa ter uma ótima experiência. Enquanto um estudo sobre a autoestima dos homens e satisfação sexual é mais difícil de achar, aposto que essa conexão pode ser observada em todos os gêneros. Sei que me divirto mais quando minhas parceiras são especialmente efusivas. Então diga alguma coisa legal. Ou, pelo menos, solte um gemido legal.

Se familiarizar com o terreno

Se você acha que o desejo é um negócio meio óbvio, você também pode achar que ter um conhecimento do funcionamento da genitália do seu parceiro é algo garantido. Infelizmente, não é. Segundo uma pesquisa de 2017 da Eve Appeal, uma organização de pesquisa de saúde das mulheres do Reino Unido, a maioria dos homens não sabe a diferença entre vagina e vulva. Mas preciso dizer aqui que ouvi muitas mulheres usarem a primeira palavra quando queriam dizer a segunda.

Quando você aprende a diferença entre “vulva” e “vagina”, ouvir usarem a palavra errada é tipo ouvir alguém arranhando uma lousa e você se sente obrigado a dizer algo tipo: a vagina é a parte muscular e tubular do trato genital feminino, enquanto a vulva se refere a parte externa do órgão sexual feminino que inclui o monte púbico (o tecido adiposo que fica por cima do osso púbico), os grandes e pequenos lábios, o meato urinário e assim por diante. Só para deixar registrado, as pessoas também podem ficar confusas sobre como as partes do parceiro homem funcionam. Um terço das parceiras que tive desde que fiz vasectomia não sabia se eu ejacularia no orgasmo.

Leia um livro ou assista uma boa explicação no YouTube como esta ou esta cortesia da sexóloga Lindsey Doe. Saber como essas partes funcionam pode te dar uma ideia de que tipo de estímulo é bom. Essa é a informação que pessoas boas de cama guardam a sete chaves.

Conhecer as preferências dos parceiros

Outra parte da vulva é o clitóris. Se você ou sua parceira tem um, seria bom saber a localização dele, suas idiossincrasias e importância. Dados do relatório recente da OMG Yes Sexual Pleasure demonstraram – pela primeira vez numa amostra representativa nacional de mulheres americanas – quão importante o clítoris é para o orgasmo feminino.

Quase três quartos das mulheres disseram que estímulo clitoriano durante o coito era necessário para o orgasmo delas ou tornava seu orgasmo melhor. Mas antes que você se deixe levar, saiba que enquanto o estímulo clitoriano é importante para muitas mulheres, varia muito o modo como elas curtem o toque.

Apesar do que somos levados a acreditar, os genitais masculinos também podem ser bem específicos quanto ao modo como preferem ser estimulados. Independentemente disso, quem é realmente bom de cama tira um tempo para abordar a área, solicitando feedback verbal e registrando dicas não-verbais no processo.

Variar o roteiro sexual

Parceiros realmente bons de cama sabem que variar as coisas no quarto é uma boa estratégia para levar o parceiro onde ele quer chegar. “É significativamente mais fácil para as mulheres experimentarem o orgasmo quando estão envolvidas em uma variedade de atos sexuais em vez de apenas um”, diz Debby Herbenick, professora da Escola de Saúde Pública da Universidade de Indiana, pesquisadora do Instituto Kinsey, nos EUA, e (minha) coautora aqui. “Por exemplo, sexo vaginal mais sexo oral tem uma probabilidade maior de render um orgasmo do que qualquer um desses sozinho. Isso pode acontecer porque mais atos sexuais significam que as pessoas passam mais tempo transando.”

Não subestimar o poder das preliminares

Nem todo mundo enfatiza o beijo, mas um estudo da Universidade de Albany, nos EUA, colocou uma hipótese de por que, para muitas pessoas, o beijo é fundamental para um sexo bom. Eles propõem que o beijo tem um papel vital na seleção de parceiro – ficamos “conhecendo” quimicamente um parceiro em potencial pelo gosto da boca e lábios dele.

Eles também disseram que o beijo promove uma ligação porque porque o beijo aumenta os níveis de oxitocina (o chamado “hormônio do carinho”) enquanto baixa o cortisol (um hormônio de stress). A terceira e mais pertinente hipótese deles é que o beijo é um jeito humano de aumentar o desejo sexual e, portanto, aumentar as chances de transar. O estudo achou evidências fortes para cada hipótese, mas também descobriu que mais da metade dos homens ficaria feliz com o coito sem qualquer beijo envolvido e que menos de 15% das mulheres achariam isso OK.

Embora seja difícil encontrar alguém que não curta uma rapidinha de vez em quando, a ciência mostra que as mulheres têm mais chances de ter um orgasmo se as preliminares não forem apressadas. Enquanto o que é adequado para uma mulher pode ser considerado interminável para outra, estudos mostram que muitas mulheres precisam de mais tempo para atingir o orgasmo do que a duração média da penetração, ou a chamada “latência de ejaculação intravaginal”. Um estudo de 2005 colocou essa média em por volta de 5,4 minutos. Mas felizmente, atividade sexual não significa coito. Bons amantes sabem que beijo, estimulação manual e sexo oral é uma parte vital do ato sexual e que uma sessão com muitas preliminares aumenta a chance do parceiro ter um ou mais orgasmos.

Por último, como cuidar da casinha: no pornô, dedos, brinquedos e pênis aparecem sendo enfiados em um buraco atrás do outro. Amantes experientes sabem que colocar qualquer coisa no cu e depois na vagina aumenta muito a chance de infecções como vaginose bacteriana que, como o nome sugere, não é divertido pra ninguém. Toda vez que você colocar qualquer coisa num ânus, lave o bagulho antes mesmo de pensar em colocar de volta numa vagina. Outra técnica empregada por bons amantes é usar luvas nitrílicas para brincadeiras anais para diminuir a probabilidade de contaminação cruzada.

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