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Vereadora carioca acusa PM de abuso de autoridade

Talíria Petrone (PSOL-RJ) disse que policial militar a abordou com agressividade enquanto ela tirava uma selfie numa barca de Niterói ao Rio de Janeiro.

por Bruno Costa
16 Agosto 2018, 8:08pm

Foto via Instagram da vereadora.

Na tarde de quarta-feira (16), a vereadora de Niterói e candidata a deputada federal (PSOL-RJ) Talíria Petrone publicou em seus perfis nas redes sociais um relato em que diz ter sofrido abuso de autoridade por parte de um policial na barca Niterói-Rio. O nome do PM não foi divulgado.

Imagem via Twitter

Enquanto a vereadora esperava para prestar depoimento na 4ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, ela contou o ocorrido à VICE sobre o caso. Segundo Talíria, ela e quatro mulheres faziam trajeto numa barca de Niterói ao Rio de Janeiro quando, ao tirar o celular para uma selfie, um policial militar a abordou.

"De forma truculenta, ele tentou pegar meu celular. Batia o celular, espalhou e apreendeu o material e começou uma grande confusão na barca", conta a parlamentar, que se apresentou como vereadora e o alertou sobre uma possível ilegalidade. "Ele pegou meus documentos e a partir daí não quis mais devolver."

Talíria diz que um advogado e um jornalista apareceram para conversar com o policial e cada um teve seus documentos retidos pelo militar. Um jovem negro também se manifestou contra o agente público e recebeu voz de prisão de imediato. "Ele jogou o jovem brutalmente nas cadeiras da barca e sacou uma arma", relata a vereadora.


Assista ao nosso vídeo sobre o assassinato de Marielle Franco:


A candidata à deputada federal comenta que, se houvesse uma violação eleitoral, não seria atribuição da Polícia Militar puni-la. Ainda assim, relata que não houve nada que desse motivo para essa interpretação. O caso está sob investigação da 4ª DP. A VICE não obteve contato com nenhum funcionário da Delegacia.

A comunicação da Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que está verificando as informações e que a ocorrência está em andamento na 4ª DP.

A CCR-Barcas, responsável pelo tráfego da barca Niterói-Rio, disse à VICE que, como a ação foi de um policial militar e não de um funcionário, a empresa não irá se posicionar sobre o assunto.

Já a Polícia Militar do Rio de Janeiro declarou em nota o seguinte:

"Na manhã desta quinta-feira (16/08), houve um tumulto nas barcas e um policial militar de serviço naquele local conduziu um grupo de pessoas para a 4ª DP. Ocorrência em andamento".

Esta matéria será atualizada conforme as atualizações do caso.

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