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Como a crise da segurança está afetando a música no Espírito Santo

Conversamos com os capixabas Fábio Mozine, Alex Vieira (Prego, Morto pela Escola), André Paste, Naio Rezende (Red Room Party) e DJ Felipe Único, que estão trancafiados em casa por conta do caos no Estado.

por Eduardo Ribeiro
09 Fevereiro 2017, 3:00pm

Qualquer semelhança com Ensaio Sobre a Cegueira é mera coincidência. Mas, infelizmente, o que se assiste nos últimos dias não tem nada de fictício. A realidade causa medo e delírio no Espírito Santo. 87 assassinatos foram confirmados na quarta (8) pelo sindicado da Polícia Civil do Estado. Além disso, desde o aquartelamento da Polícia Militar do Estado no último fim de semana, mais de 200 carros foram roubados e lojas saqueadas e destruídas. A causa dessa treta começou na sexta (23), quando um grupo de esposas, namoradas e filhas de policiais iniciaram um protesto na cidade de Feu Rosa, pedindo melhores condições de trabalho para os companheiros e pais.

O movimento cresceu e mulheres e familiares começaram a protestar em frente a batalhões de outras cidades. Com cordões humanos, os atos estão bloqueando e impedindo a saída de viaturas e policiais. Nenhuma manifestante foi removida à força dos locais. A tensão é tanta que as ruas das cidades do estado ficaram vazias. A última terça (7) amanheceu sem ônibus circulando, as Forças Armadas ocuparam os terminais, e, na quarta, a Polícia Civil também parou.

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