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Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #144

Nossa, e a gente achando que 2019 tava ruim.

por Rica Pancita do Twitter
06 Dezembro 2019, 6:51pm

Meu povo brasileiro,

Não acabou, tem que acabar. Finalmente 2019 tá nos seus últimos momentos, e a gente vai ter um novo ano pra reclamar que tá tudo ruim e falar “nossa e a gente achando que 2019 tava ruim”. Mas faz parte.

Mas hoje vai ser a última de lançamentos do ano. Ainda vai ter outras coluna no mês (NÃO É PRA PARAR DE ACESSAR, Ô CARAIO) mas de lançamento lançamentão mesmo, 2019 acaba aqui. Porque os lançamentão mesmo acabou também. Os sites já tão tudo no pique das listinha, num sei se você já viu já. Agora é só listinha. Quem decidiu lançar disco esse mês se ferrou.

Para além dos lançamentos, gostaria de destacar o disco ao vivo Retrô, da Márcia Fellipe, com os grandes sucessões da carreira, e o disco da Maria Bethânia em homenagem à Mangueira. Fora isso é o que eu escrevi aqui embaixo mesmo.

E é isso gente. Volte aqui semana que vem. A luta continua.

----AS MELHORES DA SEMANA----

Tame Impala - “Posthumous Forgiveness”

Música em duas partes, que tá bem maneiro suingadão. A primeira parte é mais de rockinho, guitarrinha rolando, synthzinho pá, a segunda seria mais pop (?). Acho que posso tar categorizando assim, até porque a coluna é minha eu categorizo como quiser. Mas acho que serve sim. E obviamente o flanger come solto na faixa inteira, os cara AMA um flanger. Mas mó som, gostei legal.

El Mató a un Policía Motorizado - La Otra Dimensión

Eita indie rock gostoso que só. El Mató nunca foi muito minha onda, mas esse disquinho bateu legal. Indiezão guitar 90 que talvez agora eu esteja mais saudosista. A confirmar. Nos títulos das faixas no Spotify tinha alguns “versión 2019”, então não sei quantas são inéditas de fato. Mas pra mim tá tudo show. Rock.

----AS BOA DA SEMANA----

Camila Cabello - Romance

Bom disco pop dos sons mais açucaradinho que tem. Salvo algumas exceções, tá no EDM lentinho muito de rádio FM. E nessas mais de EDM que deu pra notar melhor o capricho na produção, as melodias de synth muito das bem feitinhas, os gravão, tudo certo. De resto é bom mas é manjado, do vocal ao estilinho das músicas. Nada que desagrade, mas nada que surpreenda também. Mas de ouvir foi bom, sim.

Péricles - “Casal Maluco”

Pagodinho bem bom, gravação ao vivo, dueto romântico bonitinho. Sei lá se é de trilha de novela isso, tem cara. É meio bobilda, mas agradável na sua bobice. Legal legal.

The Who - Who

Vamo lá ser sincero, é um disco bom pelo “evento”, um disco de inéditas depois de tantos anos. Mas é isso só. A “aura” do Who tá aí, principalmente o Who anos 80 pós- Face Dances (também conhecida como “fase menos importante”). Os rockinho tão no tempo e na afinação que dá pra pro Daltrey e pro Townshend acompanhar, que tem que lembrar que eles é bisavô já. Fora isso é zero novidade, até porque imagino que nenhum interessado em ouvir iria querer saber de novidade a essas alturas do campeonato. Legal de ouvir aí os tiu fazendo música inédita, muito provavelmente eu nunca mais ouvirei o disco novamente.

Luiza Lian - “Alumiô”

MPB que até que encaixaria nas onda Nova Brasil FM, mas a produção eletrônica dá um destacão legal na faixa, fica bem acima da média. E o vocal é muito muito bom. Mas muito.

Harry Styles - “Adore You”

Bom sonzinho, mas um pop FM como vários aí que a gente já teve nessa vida. Como quando ele for lançar o disco não vai ter a coluna de lançamentos, então eu já antecipo que, com base nos singles, imagino que venha um disco com vários pop de FM muito gostosinhos de ouvir, porém sonoramente manjado de tudo. Como essa faixa.

----AS MEIO FRACA DA SEMANA----

Iggy Azalea - Wicked Lips

Sei lá qual que é a desse EP aí, mas achei mó cara de ser sobra do In My Defense, que VAMO ADMITIR num é lá grandes discos. Umas faixas bem pouco inspiradas, que num empolga é nada viu. É okzinho os sons porque não é ruim, mas são fraquinhas.

French Montana - Montana

Pra que 1h de disco eu não faço ideia. Também não sei por que ouvi o disco na íntegra. Se ouvisse umas 5 faixas aleatórias daria na mesma, pois foi aquela audição anestesiante, de esquecer completamente como era a faixa que tinha acabado de ouvir. Umas base muito comunzona, toda a faixa tinha alguém de convidado, produção básica de tudo. A única que me marcou mesmo foi “Wiggle It” e só por causa do sample de “Push The Feeling On”. De resto é um disco que não é ruim, não incomoda, mas não precisava de taaaanta faixa assim também, só ajuda a tornar mais cansativo. Okzaça.

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