A Cena de EDM na China Está Prestes a Bombar?

Dados do International Musical Summit que aconteceu em Xangai relevam que o país é o próximo mercado emergente do gênero.
15 Outubro 2015, 2:00pm

O International Music Summit, um simpósio mundial da indústria de dance music que acontece em Ibiza, Los Angeles e Singapura, teve, no começo de outubro, sua primeira edição em Xangai. Apelidada de "acordando o dragão" e centrada em torno do estado atual do EDM na China, o encontro contou com as presenças de Paul Oakenfold e o presidente do Beatport Greg Consiglio entre estrelas da dance music chinesa.

"EDM enquanto gênero musical faz as pessoas se divertirem juntaS", disse Eric Zho, fundador do festival parceiro da Budweiser, STORM. A festa chinesa com capacidade para 35 mil pessoas chamou a atenção do mundo da club music Graças a sets de grandes nomes do EDM como Avicii e Yellow Claw. "EDM é uma festa", Zho continua. "Não é apenas ouvir seu artista preferido faixa por faixa, como muitos outros shows são".

Eventos comerciais de dança têm proliferado rapidamente na China. em 2014, todo mundo — de Steve Aoki a 2ManyDJs — estiveram na capital da jogatina de Hong Kong, Macau. Só para você ter uma ideia dos rolês, David Guetta tocou em cima da muralha da China, Tiësto lançou uma faixa com a estrela chinesa Jane Zhang e o STORM de Xangai chamou atenção internacional com seu segundo espetáculo ao estilo ocidental, estourando em outubro, com a primeira edição em Shenzen sendo lançada em novembro.

Tirando toda essa ostentação, estatísticas do IMS Business Report 2015: China Edition mostra o estado atual da dance music chinesa parece estar bombando em potencial, enquanto tem um crescimento modesto na verdade. Os indicadores do relatório comprovam um aumento em capacidade de eventos de música eletrônica no país, um aumento de 6% na venda de música eletrônica por lá, além de múltiplas lembranças de que a população chinesa é tão grande que as coisas podem crescer sozinhas.

Zho estava otimista sobre o mercado de dance music chinesa: "EDM é o som do futuro... Nós acreditamos que essa cena vai crescer significativamente no decorrer dos anos enquanto a popularidade da marca STORM cresce."

Indo além, Zho refutou a constatação que as práticas sociais e políticas ativas do governo chinês possam restringir a cultura da dance music. "O clima político atual, ao invés de inibir a cultura dance na China, a encoraja", disse ao THUMP. "Projetos culturais estão sendo massivamente apoiados pelo governo da República Popular da China na administração corrente, e eu espero ver muitos mais festivais de EDM aparecendo ao longo do país".

Apesar de ainda não podermos ver o presidente da RPC, Xi Jingping, esmirilhando na rave, o plano de eventos ao longo de cinco anos da STORM é ambicioso assim como vai de encontro a desafios de marcas de festivais competidores como YinYang e Modern Sky. "STORM vai virar a maior plataforma vertical de música eletrônica na China", diz Zho. "Em cinco anos, vejo que o STORM estará em vinte ou mais cidade, assim como em centenas de baladas e eventos underground",

O IMS edição Shenzhen vai acontecer em 21 e 22 de novembro. Leia o relatório IMS sobre a China aqui.

Tradução: Pedro Moreira.

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