Sexo

Pessoas nos contaram as piores coisas que já fizeram num táxi

Se prepare para aquele flashback doloroso da virada do ano.
10 Janeiro 2018, 10:00amUpdated on 08 Janeiro 2018, 2:24pm
Via Shutterstock / Wikipedia Commons | Arte por Noel Ransome .

Texto originalmente publicado na VICE EUA.

É uma coisa muito gostosa sair de uma rua movimentada e entrar num táxi silencioso e quentinho. Você pode finalmente: olhar seu celular, retocar a maquiagem, conversar com o motorista. É muito fácil ficar confortável — às vezes confortável demais. Quer dizer, quem nunca despejou todos os detalhes sórdidos do último pé na bunda pro coitado do motorista?

Mas vamos imaginar que os motoristas de táxi e aplicativos em geral pudessem nos dar uma nota negativa tão rápido como podemos fazer com eles, aí você teria que ser um pouco mais consciente do seu comportamento bosta. Como não podem, em uma viagem cruzando a cidade acaba valendo tudo.

Como uma autorreflexão para este ano novo — e possivelmente um passeio pelo túnel do tempo das memórias bêbadas da sua noite de Ano Novo — pessoas compartilharam com a gente seus piores comportamentos enquanto o taxímetro estava rodando.

Estávamos voltando para a casa de um bar em Waterloo para Elmira quando eu jogava hóquei amador. Uma garota e meu amigo estavam se pegando pesado, e do nada, ela pediu para o taxista estacionar. Ela vomitou tudo que tinha no estômago, aí quando ela voltou para o táxi, eles continuaram se pegando. Fiquei enojado, tanto que quando chegamos, vomitei do lado do táxi. Nem preciso dizer que o motorista ficou puto. – Marko C. Kitchener

Uma vez, quando eu era jovem e inocente, peguei um táxi. De algum jeito, acabei fumando ópio [ Nota do editor: acho que não era ópio não, hein ?] de um narguilé que ele tinha no carro. Ele me deu o número de celular pessoal dele e sempre se oferecia para me dar carona — nunca aceitei. Mas a gente fumou um ópio do bom aquele dia. – Lyn K., Toronto

Numa sexta-feira de agosto, meu amigo e eu chamamos um Uber para Mississauga do centro da cidade. Era um pouco depois da uma da manhã, e precisávamos estar no nosso destino às 2h. Também tínhamos bagagem. O motorista se atrasou. Quando o carro finalmente chegou, entramos na Rodovia Gardiner e estávamos passando pela saída Jameson. Nesse ponto, o motorista já estava bufando e suspirando de nervoso. Pegamos um pouco de trânsito e estávamos entrando em Etobicoke, quando do nada, ele perguntou se podia nos deixar na beira da estrada e pedir outro Uber pra rodovia. Comecei a rir achando que era piada, aí ele começou a gritar com a gente, implorando que a gente chamasse outro Uber. Parece que ele tinha que comparecer a um julgamento na Yonge-College às 2h. Ele começou a xingar a gente, dizendo coisas como “foda-se a humanidade” e que éramos péssimas pessoas. Meu amigo tentou acalmá-lo, o que ele eventualmente conseguiu, e chegamos atrasados no nosso destino. Ele se desculpou e quando saímos do carro, pediu que a gente desse cinco estrelas pra ele e uma gorjeta de US$15. E a gente disse “Vai se foder!” – Derek W., Toronto

A mina com quem eu estava saindo estava prestes a vomitar, e eu imediatamente pensei no coitado do taxista que teria que limpar. Peguei a única coisa que achei que poderia evitar a merda — meu boné. Ela encheu ele, e felizmente, estávamos perto da casa dela o suficiente para não vazar nada. O taxista estava esperando pelo pior e ficou surpreso em ver o que eu tinha feito. Quando chegamos, ela se ofereceu para lavar o boné para mim, mas eu sabia que se queria ter alguma chance de transar, eu tinha que dizer “Não, não se preocupe, é só um boné” (mesmo sendo meu favorito). Joguei ele num saco de lixo. Não transei naquela noite e, sendo honesto, me senti um pouco desapontado. – Aaron G., Toronto

Quando eu tinha 25 anos, senti que precisava terminar com meu namorado de dois anos e fiquei com um cara de 18 por seis meses. Foi uma época muito louca, e uma noite, num táxi, eu ficava colocando o dedo contra o apoio de cabeça do taxista como uma arma e sussurrando “Bang bang, baby”. Depois da terceira ou quarta vez, ele parou do nada perto da calçada e gritou “Você não é uma garota legal! Dá o fora do meu táxi!”, e a gente saiu cambaleando pela porta, rindo muito da nossa carona grátis. – Sam B., Montreal

No inverno passado, eu estava indo fazer minhas unhas e estava atrasada. Detesto deixar a manicure do meu salão esperando, então imaginei que era melhor pegar um Uber. Quando o motorista chegou, começou a nevar. Aparentemente, o motorista não sabe seu destino até você realmente entrar no veículo, então quando ele viu que eu estava indo de Parkdale para Mississauga (uma corrida de 28 minutos), ele começou a reclamar. Ele ficava me perguntando “Você vai mesmo me fazer dirigir no centro com esse tempo?” A neve estava começando a se acumular bastante naquele momento. “Eu devia te deixar na esquina, eu não preciso disso”, era a frase que ele ficava repetindo a cada dois minutos. “Deixa então, cara – posso chamar outra pessoa!”, respondi. “Não, não, tudo bem”, ele disse. Que porra de jogo mental era esse? A notificação do Uber pool chegou, então fomos pegar uma adolescente e as amigas no centro. Quando o homem viu a garota andando até o carro, ele gritou “Porra, ela é gorda! Ela não é bonita como você. Eca, e ela e a amiga são negras. Odeio dirigir para moleques negros”. Meu queixo caiu. (Para referência, sou branca e acho que o psicopata achou que meu peso estava no padrão aceitável. Mas o motorista? Ele era negro também.) Bom, a garota e as amigas entraram, duas delas não estavam na conta quando ela chamou o Uber, então a gente ficou apertadas como sardinhas. As garotas desceram, e eu fiquei com o motorista babaca enquanto ele tentava achar um “atalho”. Ele estava ignorando completamente o GPS. Ele começou a falar sobre como era “rico” e que “não precisava desse emprego”. Depois ele mudou o tom sobre dirigir no centro e me informou que ia encontrar um amigo num bar ali perto, e que eu estava convidada. Não. De jeito nenhum. Resumindo, acabei chegando uma hora atrasada para a manicure. – Rachel S., Toronto

Conheci uma mina num bar em LA e decidi levá-la pro meu hotel. Meu Uber apareceu, entramos e começamos a nos pegar. Estávamos bêbados o suficiente para não dar a mínima, além disso, era uma viagem de 20 minutos, então era tempo suficiente para ir aquecendo o forno — se é que você me entende. Comecei a apalpar a mina e ela estava esfregando meu pau como um moleque adolescente descobrindo como se masturbar pela primeira vez na vida. A coisa estava ficando quente e pesada, tanto que o maldito motorista decidiu parar, tirar o celular do bolso e começar a nos filmar. Naquele ponto a gente nem deu bola, porque estávamos muito mamados e prestes a transar ali mesmo. E é aí que a coisa ficou bizarra. Enquanto eu beijava a mina, comecei a ouvir um som de masturbação superrápida. Uma merda tipo Flash Gordon. Ignorei e continuei com meu serviço. Aí ouvi de novo, ainda mais rápido. Eu e a garota olhamos para o motorista, e o cara estava se masturbando vendo a gente dar uns amassos, enquanto filmava ao mesmo tempo. E eu disse “Que porra é essa, cara?!” E ele respondeu “Não liguem pra mim — só quero me aliviar. Continuem”. Roubei o celular da mão dele, saímos correndo do carro e imediatamente deletei o vídeo. O cara saiu do carro, com a calça caída nos pés, tentando correr atrás de nós com uma puta ereção no meio da rua. Joguei o celular pra ele, ele tentou pegar, caiu e tenho certeza que o pau dele absorveu a queda. – J. Wunder, San Jose, Califórnia

Isso foi uns dez anos atrás. Minha ex e eu estávamos num clube e íamos pra outra festa, muito loucos de E. Paramos para comprar cigarros e vimos uma câmera descartável no balcão, e acabamos comprando. Entramos num táxi e no caminho, ela me fez tirar um monte de fotos da vagina dela. O taxista deve ter notado porque tinha flash. Mas eu não estava prestando atenção nele. – Larry R. Toronto

Dirijo Uber há alguns anos. Já vi muita merda — gente vendendo drogas, garotas se masturbando no banco de trás e perguntando se eu queria me juntar a elas. Uma vez, uma garota me pediu para ir com ela num casamento. Outro ano, quatro garotas diferentes vomitaram no meu carro. Todas pediram para limpar — mas fizeram um péssimo serviço. Bom, uma vez, recebi uma chamada de uma casa perto da Yonge-Eglinton. Estacionei do outro lado da rua. Era por volta de 11 da manhã. A porta da garagem abriu e uma garota veio correndo até o meu carro, totalmente pelada. Ela começou a bater na porta, gritando “Abre! Me deixa entrar!” Balancei a cabeça e disse “não”, e ela disse “Por favor, é uma aposta!” Eu disse que não, então ela voltou, pelada, pra garagem, com os carros que passavam buzinando. Eventualmente, o cara que me ligou apareceu e explicou a aposta deles. Eles estavam bebendo a noite toda, usando drogas e transando no quintal quando ficaram sem cigarro e chamaram um Uber. Os vizinhos deviam odiar esse cara. Petey B., Toronto

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