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O Guia Pro Homem Hétero Receber Sexo Anal da Namorada

A melhor maneira de se juntar a esses 11% (que são muito mais vitais pro discurso nacional que os 89% restantes), é através da porta de trás. Sexo anal é a primeira parada da Turnê Salve Meu Relacionamento.
11 Outubro 2012, 8:00pm

Os relacionamentos, assim como o leite e as estrelas de reality shows, têm uma validade. A maioria dos casais descobre isso depois de algumas semanas, meses ou anos. O brilho vai se apagando e a fúria carnal que os uniu se dissipa. As pessoas estranhas que conseguem atravessar esse muro de tijolos sexual fazem isso desenvolvendo uma elaborada série de confrontos.

Infidelidade é comum em cenários em que um dos parceiros sexuais passa a ser alimentado somente com o papai-mamãe padrão, sabor creme. Às vezes, o casal apenas se resigna a uma entropia erótica e abraça uma espécie de celibato marital exemplificado pelo ritual noturno de “ler uma revista” ou “conferir a tabela do campeonato”. Nesse caso, é melhor dormir insatisfeito do que sequer tentar.

Para aqueles que vão dizer que o amor sustenta a si mesmo ao longo das décadas, permitam-me apresentar as seguintes estatísticas não-científicas:

- 4% da população se apaixona e continua apaixonada pelo resto da vida

- 21% da população se suicida depois de assistir muitas vezes a comédia Mensagem Para Você, com Tom Hanks e Meg Ryan

- 25% da população se masturba mais de três vezes por dia

- 3% da população é assexuada

- 40% da população faz sexo chato e insignificante até a morte

- 7% da população faz sexo bizarro fetichista com múltiplos parceiros até morrer feliz

O objetivo de todo ser humano que está lendo este artigo deveria ser entrar pra esses 11% do globo que encontram sua alma gêmea ou que fodem uma série infinita de buracos com entusiasmo e energia.

A melhor maneira de se juntar a esses 11% (que são muito mais vitais pro discurso nacional do que os 89% restantes) é através da porta de trás. Sexo anal é a primeira parada da Turnê Salve Meu Relacionamento.

Em mais de uma ocasião, uma mulher me perguntou se eu queria fazer “coisas na bunda” quando se tornou claro que o coito já não era mais aquelas coisas. Jogos traseiros são o próximo passo lógico numa relação sexual homem/mulher. É um tabu. Ainda é um tipo de foda heterossexual padrão, já que também se trata de meter alguma coisa num buraco e, o que é mais importante, tem alto nível de dificuldade. Sexo anal eficiente de qualidade aparece com a mesma frequência que uma aurora boreal.

Às vezes, quando toda a esperança parece perdida e o mundo está envolto em trevas, sua parceira vai pedir pra dar ao invés de receber. Sou o tipo de pessoa que assume que cada namorada que tenho vai ser a última, então faço tudo que estiver ao meu alcance pra garantir não ser dispensado. Começo fazendo o jantar. Paro de assistir programas de esporte. Uso fio dental. E considero seriamente colocar coisas dentro da minha bunda.

“Coisas na bunda” podem assumir muitas formas. Algumas manobras são mais elaboradas que outras, mas todas elas exigem um homem muito mais coordenado do que eu pra serem realizadas com sucesso.

Dedada

Da primeira vez que enfiaram um dedo na minha bunda, liguei pro 190 depois do sexo. Não é normal pra ninguém ter um ataque de pânico enquanto faz amor, mas assim que senti uma articulação arranhando minha mácula, tive um ataque. Sobrevivi, mas o dedo da minha namorada não retornou ileso dessa jornada. A fim de lidar melhor com essa brincadeira anal, tento falar o alfabeto de trás pra frente como meio de relaxamento.

Lambida

Anilíngua é algo relativamente discreto, já que não inclui penetração. Ao mesmo tempo, não é assim tão excitante. Anilíngua é o algodão doce dos jogos traseiros, uma novidade que foi divertida uma vez. Na autobiografia do meu ânus, intitulada “E O Esfíncter Com Isso?”, o capítulo da linguada vai ser o mais curto, mas também o mais ilustrado.

Inserção de Objeto Aleatório

Qualquer objeto doméstico pode ser um brinquedo sexual. Um controle remoto, um cabo de vassoura, uma revista enrolada, uma bola de tênis autografada pelo Guga ou um camundongo podem hipoteticamente ser inseridos no cu. O prazer aqui não vem necessariamente do ato de realmente colocar alguma coisa na sua bunda, e sim da percepção de que você é esperto o suficiente pra imaginar como colocar essa variedade de objetos dentro de um buraco tão apertado. Essa atividade estimula a mesma área do cérebro que responde por fazer palavras-cruzadas, resolver cubos mágicos, jogar Sudoku e montar móveis da Tok&Stok.

Cinta-caralha

Se você sabe o que é uma cinta-caralha, provavelmente já usou uma ou já usaram em você. Nesse cenário, uma mulher fode um homem com uma cinta que tem um consolo acoplado. Dizem que isso dá prazer físico à mulher através da estimulação do clitóris pela base do consolo. Vou classificar isso como um boato, já que nenhuma mulher nunca admitiu pra mim que isso é verdade. Mulheres, até vocês me provarem isso pessoalmente, não vou acreditar.

Assistir Outro Cara Comendo Minha Bunda

Se você chegou até aqui com sua namorada, significa que você foi longe demais pra ser feliz de novo. Você está a um passo de trepar com um cadáver na cena de um acidente de carro. Adicionar outra pessoa a uma fantasia sexual é admitir que o tédio já se instalou. Adicionar outra pessoa do seu sexo significa que o novo participante da equação deve parecer o mais diferente possível da sua cara-metade. Adicionar voyeurismo por cima de tudo isso significa que a pessoa absolutamente prefere assistir a pornografia do que juntar genitais com o parceiro.

Só pra deixar claro, eu disse "não" pra esse último pedido da minha namorada. Algumas semanas depois, ela terminou comigo, afirmando que sentia “uma distância entre nós”. Tenho certeza de que a distância seria muito menor seu eu tivesse concordado em deixá-la assistir enquanto outra pessoa comia meu rabo.

Vou deixar isso como lição pra vocês. Relacionamentos são sobre fazer coisas que você não quer. Às vezes isso significa levar o lixo pra fora; em outras, significa ser montado por um homem de 43 anos chamado Clarence.

Fotos por Travis McFarland.

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