Fotos

Fotógrafos promessa da nova geração de NY

Conheça os novos artistas em ascensão da Grande Maçã.

por Elizabeth Renstrom
22 Maio 2017, 11:00am

Esta matéria foi originalmente publicado na VICE US.

Todo ano no meio de maio, montes de novatos da fotografia se formam em instituições por todo os EUA. Antes deles terem que lidar com todas as incertezas aterrorizantes desse campo sempre em evolução, eles apresentam seus trabalhos finais. Esses projetos então são analisados por galeristas, editores e pais que ponderam se quatro anos de nudes toscas em banheiros podem se transformar em bons trabalhos fotográficos. Querendo compartilhar alguns desses projetos, abordamos os departamentos de fotos de várias instituições de Nova York e perguntamos quem eram os seus estudantes mais promissores. Abaixo você vê uma amostra de alguns dos nossos artistas favoritos dessa safra.

— Elizabeth Renstrom, Editora de Fotografia da VICE US

Rebecca Arthur

Rebecca Arthur mora em Manhattan e vai receber seu bacharelado em fotografia e imagem da Tisch School of Arts da Universidade de Nova York. Ela cresceu numa cidadezinha nos arredores de Syracuse, Nova York, com a mãe, o padrasto e dois irmãos. Ela usa seu trabalho para explorar o feminino e como meio de crítica social e cultural. Suas fotos evocam a beleza e o desconforto da empatia, força e poder. Sua exposição atualmente na Gordon Parks Foundation em Pleasantville, Nova York, mostra imagens íntimas e memórias de sua família depois que a mãe faleceu em 2014. A exposição vai até 3 de junho.

Phoebe Snyder

Phoebe Snyder, que se forma em Belas Artes pela School of Visual Arts (SVA) em maio de 2017, faz principalmente retratos dela e de pessoas próximas. Seu corpo de trabalho mais recente, uma visão pessoal de seu próprio relacionamento, foca na natureza performática e dependente do amor jovem. Por três anos, ela capturou o curso de sua parceria – se apaixonar, ter o coração partido e finalmente crescer com a experiência.

Joan Wyeth

Joan Wyeth recebe seu bacharelado em fotografia pelo Pratt Institute em maio de 2017. As imagens de Wyeth confrontam a ideia de dissociação, se inspirando em seus próprios episódios dissociativos e na experiência de perder o controle que vem deles. Em seu corpo atual de trabalho, ela questiona como percepções mutantes são criadas e quão longe elas podem estar da realidade.

Jherry Ramirez

Jherry Ramirez recebe seu bacharelado em fotografia do Pratt Institute em maio de 2017. Quando tinha seis anos, Ramirez viajou com os pais pela América Latina, chegando aos EUA em busca do sonho americano. Como um imigrante de primeira geração, suas fotos exploram memórias, deslocamento e a ideia de lar. Suas imagens, principalmente cenas montadas e paisagens encontradas de Nova York e da América do Sul, recriam suas experiências de vida em seu país natal, Peru, e sua jornada pela fronteira.

Emily Jureller

Emily Jureller receberá seu bacharelado em fotografia pelo Pratt Institute em maio de 2018. Trabalhando com colagem e fotografia, Jureller fotografa estranhos cujas ações imitam sentimentos e situações de suas memórias pessoais. Usando imagens idiossincráticas, ela confronta seu eu do passado e presente, e explora como a passagem do tempo pode mudar a natureza humana.

Sam Lichtenstein

Sam Lichtenstein, que se formará pela Parsons School of Design em 2018, usa luz para capturar momentos íntimos e únicos que ressoam com o espectador. Seu corpo de trabalho atual, "Locker Room Talk", explora o corpo humano como fundo, em vez de ser o foco principal. A artista pediu que mulheres mandassem anonimamente coisas que homens disseram que as deixaram desconfortáveis, depois tatuou as citações em frutas. Os danos que a agulha faz na carne das frutas se tornam uma metáfora para os danos emocionais que palavras podem criar.

Andy Egelhoff

Andy Egelhoff se forma em fotografia e estudos de cultura e mídia pela Parsons School of Desing, do Eugene Lang College, em maio de 2017. Como DJ trabalhando sob o nome artístico SPRKLBB, Egelhoff oferece uma perspectiva em primeira mão da cultura dance underground. Usando documentário, retrato, paisagem e arquitetura para estudar a estética e sensibilidades de várias comunidades dance, ele fotografou espaços DIY, casas de show que passaram por tragédias e afterparties – além dos artistas que usam esses espaços como escape criativo. Egelhoff apresenta seu trabalho na exposição de formandos da Parson mês que vem na Milk Gallery.

Mika Orotea

A fotógrafa californiana Mika Orotea recebe seu bacharelado em fotografia pela Parsons School of Design em maio de 2017. Orotea investiga suas desilusões internalizadas de amor e desejo, enfatizando a subjetividade de uma mulher e desejos compulsivos. Suas fotos apresentam vinhetas de narrativas sexuais encenadas e ambíguas, que contêm temas de atos ritualísticos e práticas eróticas. Inspirada na arte e literatura dos surrealistas, ela usa imagens para apresentar a atração sedutora do cruel. Os espectadores são convidados a analisar seus próprios impulsos proibidos através dessas cenas voyeuristas.

Anthony Urrea

Anthony Urrea é um fotógrafo colombiano-americano que recebe seu bacharelado pela SVA em maio de 2017. Ele questiona a ideia de identidade e legitimidade através de retratos que parecem extensões de seu interior. Com um olhar carinhoso, Urrea captura cuidadosamente momentos que se revelam organicamente em sua vida e relacionamentos, convidando o espectador a reconsiderar como corpos diferentes são vistos. A inclinação para explorar a complexidade visual e psíquica de identidades não normativas vem de sua experiência como um jovem latino queer.

O trabalho de Urrea foi apresentado recentemente na revista Matte e na exposição International Photo Project 2017 da Fondo Malerba em Milão. Ele trabalhou com Laurel Nakadate para a exposição do departamento de fotografia da SVA.

Obrigado aos fotógrafos apresentados pelo acesso às suas declarações artísticas.

Tradução: Marina Schnoor

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