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O "vinho de Hitler" está dar uma enorme dor de cabeça a um alemão

O dono de um bar na Alemanha recebeu um presente envenenado. Ainda assim achou-lhe piada e toca de o exibir. Agora arrisca uma pena de prisão.

Foto via Flickr, do utilizador BiLK_Thorn

Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma MUNCHIES.

Entre as habitualmente estonteantes colecções de bebidas disponíveis nos bares modernos, seria difícil encontrar uma bebida mais genérica ou inofensiva do que o vinho.

Dito isto, há algumas situações em que um vinho envelhecido pode causar uma enorme dor de cabeça. E não estamos a falar de nenhuma espécie de ressaca.

Neste caso, trata-se do vinho do Führer. Sim, de Hitler.

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O dono de um pub na Bavária, de 49 anos, arrisca-se a apanhar até três anos de prisão por causa de quatro garrafas de vinho temáticas de Hitler que, supostamente, terá exibido no seu bar.

De acordo com o site alemão Augsburger-Allgemeine, as garrafas em questão tinham fotos de Hitler no rótulo e incluíam a saudação nazi "Sieg Heil". Um cliente contou à polícia que tinha visto as garrafas, a polícia invadiu o local e encontrou-as.

De acordo com o jornal The Local, o dono do bar terá obtido o vinho através de um presente e não terá ligações à extrema-direita alemã. Em declarações à publicação, o homem diz ainda que colocou as garrafas no bar, porque achou-as "engraçadas".

O que não foi tão engraçado foi a sua detenção. A legislação alemã proíbe o uso de símbolos associados a organizações inconstitucionais, tais como, claro está, o partido nazi. Conhecida como Strafgesetzbuch 86a, esta lei criminaliza a exibição de suásticas e outros símbolos associados ao nazismo, bem como o uso de termos como "Heil Hitler".

Por outro lado, a Itália não tem nenhuma lei que proíba a venda de vinhos e cerveja com a imagem e nome de Hitler e, aparentemente, várias dessas marcas são fabricadas, precisamente, em solo italiano.

Não é a primeira vez que uma bebida é usada para disseminar a imagem do ódio na Alemanha. Em Março, uma cervejaria bávara foi forçada a retirar do mercado uma linha de cervejas que tinha produzido, porque os rótulos estavam cheios de simbolismo nazi. A marca de cerveja também era xenófoba, ofendendo muçulmanos, judeus e praticamente qualquer pessoa que não tivesse cabelo loiro e olhos azuis.