O Personal Choice fez o primeiro disco emo do Brasil

Muitos talvez não se deem conta disso, mas o que se entendia como “emo“, nos anos 1990, era bem diferente daquilo que viria a se transformar numa tendência mainstream, com o sucesso de bandas como The Used e My Chemical Romance. Antes de virar sinônimo de um mercado construído em torno da autopiedade juvenil e do sentimentalismo, o termo “emotional hardcore” já era usado nos fanzines gringos pela crítica do começo daquela década para falar de nomes póstumos ao Embrace e o Rites of Spring. Egressos da cena punk de Washington DC, tais grupos buscaram ampliar as fronteiras do hardcore em meados dos anos 80.

Lá fora, essa geração de bandas encontrou utilidade para os elementos do metal que haviam sido desprezados pelos grupos crossover, moshcore e thrashcore. Continuava sendo uma espécie de acasalamento entre o hardcore old school e o metal. Só que ao invés de seguir uma linha ogra, os expoentes do emo em sua fase evolutiva preferiram absorver as referências melódicas e climáticas do metal, reduzindo o andamento das músicas para torná-las mais densas, dramáticas, e, assim, combinar com a proposta de tratar de assuntos menos panfletários e mais existencialistas nas letras. O subgênero ganhou força com o investimento de selos como Doghouse, Initial, Equal Vision, Good Life, Revelation e Jade Tree em nomes entre os quais alguns destaques são o Endpoint, Falling Forward, Split Lip, Texas Is The Reason, Sense Field e Blindfold.

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