Deep Thuds
Richie Records
7/10
Não há muito a dizer sobre Spacin’ que o meu querido Paulo Cecílio já não tenha dito: Jason Killinger é, oficialmente, esquizofrénico. E ainda bem para os nossos ouvidos. Em Deep Thuds, o sentimento de gozo perante o mundo é óbvio: basta olhar-se para a capa do disco (que lhes valeu a chatice com os Rolling Stones) e facilmente reconhecer-se-á um sentimento de humor (estético, pelo menos). Mas, felizmente, os Spacin’ não se ficam pela gozação e fazem música para viajar a partir do mesmo sítio: seja esse local um deserto com estrelas, uma despensa, ou uma mesa de escritório. O imaginário kösmiche de “Ego-go” rivaliza com a pop lo-fi de “Chest of Still” e com as guitarras a sério de “Some Future (Burger)”.
A ideia que fica aqui é que Deep Thuds teria sido pensado, inicialmente, como um disco de puro rock, de rock’n’roll sem merdas e que, algures pelo caminho, houve um choque/explosão qualquer e que as partículas sobreviventes formaram um aglomerado de múltiplos estilos musicais. Do psicadélico ao kraut. Da pop ao rock. Complexo? Talvez, mas Deep Thuds também é propício a isso: à exploração da mente. A conferir amanhã ao vivo, no Lounge, em Lisboa (mensalidade da Filho Único) e quinta, no arranque do Milhões de Festa.
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