Estou Prestes a Embarcar num Trem com Pessoas Famosas

Foto por Ben Gottesman

No momento em que você estiver lendo isso, estarei a bordo de um trem particular com artistas e músicos como Ariel Pink e Charlotte Gainsbourg. No mês de setembro, viajaremos de Nova York a São Francisco. O trem vai parar em cidades ao redor dos Estados Unidos e promover festas multimídias igualmente comprometidas com a psicodelia barata de uma festa lisérgica do Merry Pranksters e com a vanguarda dos happenings do Fluxus. Eu estarei lá no meio disso tudo, chapando o coco e tirando fotos e conhecendo pessoas.

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Vou viver e comer entre alguns dos artistas mais famosos da atualidade.

Ou não. Talvez eu nem possa entrar no trem. Talvez eu só fique seguindo, tentando ver de relance alguma coisa interessante através da janela de um trem em movimento. Sei lá. Mas vai acontecer logo.

Toda essa viagem de trem de três semanas foi ideia do Doug Aitken. Ele concebeu esse distinto e idealista plano e apresentou para a Levi’s®. Juntos, eles o batizaram de Station to Station: A public art project made possible by Levi’s® (De Estação em Estação: Um projeto de arte pública possibilitado pela Levi’s®). A Levi’s adotou e deu vida à ideia.

A Levi’s® vai encher o trem de ferramentas emblemáticas de expressão artística atualizadas para a nossa era digital. Uma câmera Graflex de 1939 vai publicar fotos no Instagram automaticamente, uma guitarra Gibson de 1959 vai ser sincronizada com o SoundCloud e você poderá tuitar através de uma máquina de escrever de 1901. É tudo bem futurístico. E a Levi’s® vai dar proporções globais para o espírito dessa viagem por meio de colaborações digitais no site MakeOurMark (Faça a Nossa Marca) (levi.com/makeourmark).

Mesmo que você não esteja no trem, vai poder acompanhar todas as travessuras ferroviárias e participar com a hashtag #makeourmark (#façanossamarca) no Instagram, Twitter, SoundCloud e em todas as outras redes sociais. Depois que essa viagem de ponta a ponta do país terminar, ela continuará a alimentar colaborações artísticas em uma série de aulas no Skillshare.

Essa ideia parece maluca da forma mais grandiosa possível. Pegar um monte de músicos e artistas, enfiá-los num trem particular, equipá-lo com um monte de sinos e apitos digitais e atravessar os Estados Unidos. Parar em Pittsburgh, nas Cidades Gêmeas, em Chicago, Missouri, Novo México, Arizona — e por fim passar por toda a Califórnia para fazer shows e apresentações e ver o que acontece.

Eu serei de alguma forma testemunha e documentarei tudo isso.

Vai ser impossível registrar tudo, seja lá o que isso for. Mas vou tentar, e tomara que dê errado de um jeito interessante. Mas vou postar atualizações diárias da estrada, seja no vagão-restaurante do trem Station to Station ou no vagão Levi’s® Train.

A festa de partida disso tudo aconteceu no dia 6 de setembro em Nova York no Riverfront Studios, com apresentações do No Age, Boredoms e Ariel Pink’s Haunted Graffiti. Pode ser até que a lenda do protopunk Suicide apareça. Alguém também falou em bombas de fumaça multicoloridas. Mas tem muitos boatos rolando por aí.

Ouvi falar de óvnis em Barstow, bandas marciais vodu em Pittsburgh e alguma coisa grande do Beck em Los Angeles. Li que o Ariel Pink vai colaborar com os outros artistas do trem para gravar um álbum inspirado no Station to Station. Mas eu não sei o que é verdade. Aconteça o que acontecer, vou enviar notícias diárias para te manter informado.

As matérias, a princípio, serão rascunhos e relatos que farei em assentos do trem ou camas de hotéis e em cantos tranquilos da festa. Elas estarão cheias de falhas e escritas com pressa, mas serão atualizações em tempo real da minha jornada acompanhando um trem cheio de gente bacana. Tentando entrar. Tentando entender sobre o que é essa viagem toda. Tentando ver alguma coisa que valha a pena ver. E quando eu conseguir, você vai ficar sabendo.

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