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A Lay comenta o histórico desfile da LAB no SPFW

“Nós, juntos, somos nós. Nós que ninguém desata.” Difícil não se arrepiar com a declaração que o Emicida usou para abrir o primeiro desfile de sua marca LAB no São Paulo Fashion Week. A marca — hoje uma parceria do rapper com seu irmão Evandro Fióti e o estilista João Pimenta — teve início em 2009 com a venda de camisetas produzidas no Laboratório Fantasma e, na última segunda (24), a empreitada levou diversidade e resistência pra passarela do mais importante evento brasileiro de moda.

Não apenas pelo discurso, o desfile da LAB trouxe lances nunca antes vistos numa numa SPFW. Apresentando a instigante coleção de street wear com uma maioria dos modelos negros, homens e mulheres verdadeiramente plus size desfilaram, além de um rapaz lindíssimo com as marcas do vitiligo. Isso sem falar num público massivamente negro que assistia ao desfile.

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Para comentar o fato histórico que foi a apresentação da coleção Yasuke — nome de um samurai negro — com peças com estampas assimétricas, influências asiáticas e africanas, a altamente fashionista rapper Lay falou como foi acompanhar de perto essa estreia da LAB na SPFW: “É o nosso povo ocupando os espaços”, diz ela. “O desfile da LAB significa pra mim uma conquista e uma porta aberta. Acho difícil algum negro não ter se emocionado!”

Nas palavras do próprio Emicida: “Fiz com a passarela o que eles fez com a cadeia e com a favela. Enchi de preto”.

Os looks da coleção Yasuke


Looks da coleção Yasuke. Foto: Fotosite/Divulgação

Lembro ter visto um show da Rihanna no qual o casaco dela virava uma mochila. Achei muito fodaaaaa aquela peça, e obviamente inacessível (risos). Quando vi [uma versão da peça] no desfile, eu chorei — achei bafo a releitura que eles fizeram!

Representatividade na passarela


A bela diversidade dos modelos. Foto: Fotosite/Divulgação

A representatividade é muito importante. Faz parte de um grupo excluído da moda de diversas maneiras — gordo preto então, nem se fala. A Lab ousou porque foi além do chamado “plus size” que o mercado aceita, e ousou em trabalhar com modelos de tamanho 60 ou mais.

Desconstrução de gênero


Seu Jorge. Foto: Fotosite/Divulgação

Se a maioria dos modelos não fossem negros algo estaria errado. Foi muito foda presenciar todo o acontecimento, ver o Seu Jorge desfilando de saia, dando também vazão à desconstrução de gênero. Os modelos negros do corre ganhando visibilidade. E é interessante como o combate ao preconceito foi longe no desfile ao incluir um modelo com vitiligo — derrubando barreiras em todos os lados!

“Bendito louvado seja”


Emicida. Foto: Fotosite/Divulgação

A trilha foi forte, trouxe nossa ancestralidade como pauta, foi crítica e disse sobre a realidade do negro no mundo da moda. Fiquei feliz pelo acontecimento e pela oportunidade de presenciar, como eu disse é uma porta para todos nós. Tudo isso é muito importante.

Mais belas imagens do desfile abaixo:


Foto: Fotosite/Divulgação


Foto: Fotosite/Divulgação


Criolo e Rael na primeira fila. Foto: Fotosite/Divulgação


Foto: Fotosite/Divulgação


Costanza e Emicida. Foto: Fotosite/Divulgação


Foto: Fotosite/Divulgação


Foto: Fotosite/Divulgação


Foto: Fotosite/Divulgação


Foto: Fotosite/Divulgação


Emicida e Fióti. Foto: Fotosite/Divulgação

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