The Creators Project: Você se considera um artista, um arquiteto ou um designer? Você vê alguma diferença entre essas três coisas?
Muti Randolph: Não sei, tenho essa dúvida também. Acho que meu trabalhoestá entre todas estas disciplinas, abrangendo um pouco de cada uma. Na verdade eu sempre tive certeza, desde moleque, que ia ser médico.
Como você começou a criar? Você estudou algo específico?
Comecei já tem um tempo. Na verdade, quando era criança eu tinha certeza de que seria médico.
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Sério?
Eu era louco por biologia. E a primeira referência que tinha de biologia era a medicina. Depois me revoltei com toda a raça humana e desisti de estudar medicina. Aí fui estudar biologia. Achava que era correto. Era algo pelo qual era fissurado mesmo. Ao mesmo tempo sempre desenhei e sempre fui louco por video game. Depois que já tinha exibido meu trabalho, acabei indo fazer faculdade de comunicação visual na PUC. Minha formação foi em designer gráfico, com um pouco de design industrial.
Como foi que a tecnologia começou a fazer parte da sua vida?
Quando comecei a estudar na PUC eu já tinha um Macintosh. Ele foi uma grande revolução. Depois, quando o Photoshop foi lançado queria dominar aquilo. Foi maravilhoso. E gostaria de usar programas de 3D também. Um tempo depois que fiz a capa para o segundo disco do Planet Hemp, várias coisas que usei no design foram incluídas nos shows deles. Aquele foi meu primeiro projeto de verdade em termos de cenografia.
E você teve envolvido com o design de coisas maravilhosas como a Galeria Melissa, em São Paulo, que eu ouvi falar, já virou quase uma atração turística. Pessoas vão para São Paulo só para ver a fachada do prédio. Conte um pouco sobre esse projeto.
Ela foi a primeira loja que projetei e também foi um projeto de arquitetura. Eu já havia trabalhado com a Melissa fazendo os lounges da marca na São Paulo Fashion Week e outras coisas. Mas em termos comerciais o meu trabalho na Galeria Melissa foi absurdo. Por isso que o lugar se tornou uma atração turística, porque esse espaço é uma tela. É um espaço para criar, para mudar. E apesar de ter sido criada com esse propósito, a loja vende que nem água.
Agora, o que vem aí?
Acho que logo vai ser possível eu fazer coisas que sempre quis mas não poderia por causa de restrições tecnológicas. Eu gosto muito de projetos que envolvam projeções porque é possível projetar em superfícies onduladas; essa é minha parada. Trabalho com distorções físícas, com imagens simples que são fisicamente obrigadas a mudar por causa do espaço. Depois é uma mescla de esculpir e iluminar, com a estrutura de luz e com música. Nos meus projetos arquitetônicos, que são feitos a partir do meu próprio design, os elementos gráficos e de ilustração são realmente importantes como parte de uma obra tridimensional. Veja meu trabalho com a Melissa, por exemplo. Existe um suporte 3D para os gráficos. Afinal, você acaba formando terceiras dimensões. Estou misturando os elementos.
Para mais Muti Randolph acesse The Creators Project.
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